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PCC e Comando Vermelho disputam controle do tráfico na Amazônia e nos rios

Aumenta o tráfico aéreo de drogas na Amazônia, com quase 200 pistas clandestinas e apreensões frequentes de aeronaves e entorpecentes

Operação que localizou pista em Itamarati, no interior do Amazonas (Foto: SSP/AM)
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  • A polícia do Amazonas apreendeu 23 quilos de drogas em um barco em Coari, indicando o aumento do tráfico na região.
  • Facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital intensificaram o uso de aeronaves para evitar o controle do Comando Vermelho nas rotas fluviais.
  • Um relatório revelou quase 200 pistas de pouso clandestinas no estado, ligadas a atividades ilegais como tráfico de drogas e garimpo.
  • Em uma operação, a polícia encontrou um helicóptero caído em Jutaí com dois tabletes de skank e descobriu um heliponto clandestino em Itamarati.
  • O tráfico de drogas na Amazônia gera lucros significativos, com a cocaína custando cerca de R$ 1 mil na América do Sul e podendo ser vendida por até R$ 50 mil na Europa.

Tráfico de drogas na Amazônia: aumento do uso de aeronaves e apreensões significativas

A polícia do Amazonas apreendeu 23 quilos de drogas em um barco que transportava peixe em Coari, evidenciando o crescimento do tráfico na região. Facções como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) intensificaram o uso de aeronaves para driblar o controle do CV sobre as rotas fluviais. O secretário de Segurança Pública do Amazonas, Marcus Vinicius de Almeida, destacou que a inteligência aponta que a maioria das drogas que circulam pelos rios é controlada pelo CV, enquanto o PCC opta pelo transporte aéreo.

Relatório da Secretaria de Segurança Pública revela a existência de quase 200 pistas de pouso clandestinas no estado, principalmente em áreas remotas. Essas pistas estão ligadas a atividades ilegais, como tráfico de drogas e garimpo, e facilitam a operação de grupos criminosos longe da fiscalização. O uso de helicópteros por narcotraficantes tem crescido, com apreensões de drogas e aeronaves se tornando frequentes.

Apreensões e operações policiais

Em uma operação recente, a polícia encontrou um helicóptero caído em Jutaí, onde foram localizados dois tabletes de skank. Além disso, um heliponto clandestino foi descoberto em Itamarati, revelando uma rede logística sofisticada para o tráfico. Desde o início de 2023, ao menos dez aeronaves foram apreendidas, e as operações conjuntas entre as polícias têm sido fundamentais para desarticular essas atividades.

As investigações indicam que a cocaína e o skank trazidos pelo PCC vêm principalmente do Peru, enquanto o CV mantém relações com fornecedores colombianos. O tráfico na Amazônia não apenas abastece o mercado local, mas também gera lucros milionários em outros continentes, como Europa e África. O quilo de cocaína, que custa cerca de U$ 1 mil na América do Sul, pode ser vendido por até U$ 50 mil na Bélgica e na Holanda.

Impactos ambientais e sociais

O avanço do tráfico de drogas na Amazônia também contribui para a degradação ambiental, com aumento do desmatamento e do garimpo em áreas protegidas. As pistas clandestinas são frequentemente construídas em locais de difícil acesso, permitindo que os criminosos operem sem serem detectados. O governo do Amazonas tem implementado bases de policiamento nos rios, mas o combate ao tráfico aéreo ainda é incipiente.

A intensificação do uso de aeronaves no tráfico está ligada a operações federais contra o garimpo ilegal em Roraima, que forçaram os criminosos a migrar para o Amazonas. As mudanças climáticas, com secas severas e cheias, também influenciam o aumento do tráfico aéreo. As autoridades alertam que essa prática deve continuar, mesmo com a volta das cheias, devido à sua eficiência e rapidez.

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