- Uma megaoperação realizada em 28 de agosto expôs um esquema bilionário do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.
- Foram identificadas movimentações financeiras de R$ 52 bilhões e irregularidades em mais de mil postos de combustíveis.
- Os empresários Roberto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Mourad, chamado de “Primo”, são considerados os principais envolvidos e estão foragidos.
- Mourad, proprietário da distribuidora de combustíveis Aster, é acusado de movimentar R$ 2,22 bilhões em transações suspeitas.
- A operação, a maior do tipo na história do Brasil, contou com a colaboração de órgãos em dez Estados e revelou a profundidade da infiltração do crime organizado na economia formal.
Megaoperação revela esquema bilionário do PCC no setor de combustíveis
Uma megaoperação deflagrada nesta quinta-feira, 28, expôs a atuação de empresários ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), revelando movimentações financeiras de R$ 52 bilhões e irregularidades em mais de mil postos de combustíveis. Os foragidos Roberto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Mourad, chamado de “Primo”, são apontados como figuras centrais do esquema.
A operação, considerada a maior do tipo na história do Brasil, envolveu a cooperação de diversos órgãos em dez Estados. O foco foi a cadeia produtiva de combustíveis, abrangendo usinas, distribuidoras, transportadoras e redes de postos. Mourad, descrito como o “epicentro das operações”, teria montado a rede criminosa com a ajuda de familiares e sócios, utilizando fraudes fiscais e lavagem de dinheiro.
Mourad, proprietário da distribuidora de combustíveis Aster, é acusado de movimentar R$ 2,22 bilhões dos R$ 17,7 bilhões em transações suspeitas do BK Bank, fintech central na investigação. A Aster teve suas atividades suspensas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em 2024. Além disso, Mourad também controlava uma rede de postos em nome de laranjas e estava vinculado à Copape, outra empresa investigada.
As investigações revelaram que o grupo operava sob a direção de um “testa de ferro”, enquanto Mourad e Leme da Silva gerenciavam as empresas. O esquema está ligado a operadores suspeitos de lavar dinheiro para Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC. A defesa de Marcola negou qualquer conexão com os fatos investigados.
A Receita Federal estima que a organização criminosa tenha movimentado R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, evidenciando a profundidade da infiltração do crime organizado na economia formal brasileira.
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