- O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, criticou as tarifas de 10% impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, considerando-as ruins e injustas.
- Alckmin elogiou a aprovação da Lei da Reciprocidade pelo Congresso, mas afirmou que o governo não pretende utilizá-la, priorizando diálogo e negociação.
- A nova legislação permite ao Brasil responder a medidas unilaterais que afetem sua competitividade.
- O vice-presidente destacou a complementaridade econômica entre Brasil e Estados Unidos, ressaltando que a decisão unilateral dos EUA gera insegurança nos investimentos.
- Alckmin também criticou a estratégia dos EUA de atrair empresas de volta, afirmando que essa abordagem é ultrapassada e reafirmou o compromisso do Brasil em proteger seu comércio.
BRASÍLIA – O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, criticou as tarifas impostas pelos Estados Unidos, destacando que a alíquota de 10% aplicada ao Brasil, embora a menor, é “ruim” e “injusta”. Em entrevista, ele elogiou a aprovação da Lei da Reciprocidade pelo Congresso, mas afirmou que o governo não pretende utilizá-la, optando por diálogo e negociação.
Alckmin explicou que a nova legislação estabelece critérios para que o Brasil responda a medidas unilaterais que afetem sua competitividade. Ele ressaltou que, dos dez produtos mais importados dos EUA, oito têm alíquota zero, o que demonstra que o Brasil não é o problema nas relações comerciais. “Queremos aperfeiçoar e ampliar oportunidades de investimentos recíprocos”, afirmou.
Diálogo e Complementaridade
O vice-presidente enfatizou a importância da complementaridade econômica entre Brasil e Estados Unidos, onde ambos os países podem se beneficiar mutuamente. Ele observou que a decisão unilateral dos EUA gera insegurança e imprevisibilidade, o que pode impactar negativamente os investimentos. Alckmin também mencionou que o “tarifaço” pode acelerar o acordo entre Mercosul e União Europeia.
Alckmin criticou a tentativa dos EUA de atrair empresas de volta, afirmando que essa abordagem é “coisa de meio século atrás”. Ele reiterou que o Brasil deve respeitar as decisões de outros países, mas também se comprometeu a proteger o comércio nacional e buscar novos mercados. O vice-presidente concluiu que o governo brasileiro está atento a qualquer desvio de mercado que possa surgir em decorrência das tarifas.
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