- O tenente-coronel Mauro Cid, ex-assessor de Jair Bolsonaro, está envolvido em um caso de tentativa de golpe de estado.
- Cid contestou a validade de uma ata notarial que registraria suas conversas com o advogado Eduardo Kuntz, alegando que ela nunca foi registrada.
- A defesa de Cid apresentou um e-mail de um cartório como prova da inexistência da ata.
- Kuntz chamou a ação de Cid de “cortina de fumaça” e afirmou que a ata é apenas uma minuta não registrada.
- O Supremo Tribunal Federal (STF) investiga a comunicação entre os investigados, que é proibida por ordem judicial.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-assessor de Jair Bolsonaro, está no centro de uma controvérsia relacionada à tentativa de golpe de estado, com um acordo de colaboração premiada que se tornou crucial para as investigações. Às vésperas do julgamento do núcleo 1 do caso, que ocorrerá na próxima terça-feira, 2, Cid contestou a validade de uma ata notarial que supostamente registraria suas conversas com o advogado Eduardo Kuntz.
A defesa de Cid alegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a ata nunca foi registrada, apresentando um e-mail de um cartório como prova. Kuntz, por sua vez, desqualificou a ação de Cid como uma “cortina de fumaça”, afirmando que a ata é apenas uma minuta não registrada. A validade do acordo de colaboração de Cid é um ponto de discórdia, pois sua nulidade poderia reverter várias etapas do processo.
Após firmar o acordo, Cid teria utilizado as redes sociais para se comunicar com Kuntz, que representa Marcelo Câmara, réu no núcleo dois da trama golpista. A íntegra das conversas foi apresentada ao STF, e o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, abriu uma investigação separada sobre a comunicação entre os investigados, que é proibida por ordem judicial.
A defesa de Cid argumenta que a ata notarial é um documento inexistente, enquanto Kuntz destaca que a falta de registro se deve a questões financeiras. A situação se complica ainda mais, pois a diligência para validar a ata teria um custo elevado, estimado em até 30 mil reais. O 2º Tabelião de Notas de São Paulo não respondeu aos questionamentos sobre o caso, e as manifestações foram encaminhadas ao gabinete de Moraes, que deve decidir os próximos passos da investigação.
Entre na conversa da comunidade