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Promotor ameaçado pelo PCC recebe carta com aviso de ‘chumbo grosso’

Gaeco impede plano de assassinato contra o promotor Amauri Silveira Filho e prende dois empresários envolvidos no financiamento do crime

Armamento apreendido em operação da Polícia Militar de São Paulo; grupo ligado ao PCC planejava assassinar promotor (Foto: Reprodução)
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  • O promotor Amauri Silveira Filho foi alvo de um plano de assassinato ligado à facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
  • A tentativa foi desarticulada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) na última sexta-feira, 29.
  • Durante a operação, dois empresários foram presos por suspeita de financiar o esquema, enquanto o mandante está foragido.
  • Silveira já havia recebido ameaças de morte anteriormente, incluindo uma carta em 2013 com informações pessoais.
  • A Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de São Paulo expressou apoio ao promotor e reafirmou seu compromisso em proteger seus membros.

O promotor Amauri Silveira Filho, conhecido por sua atuação em casos de corrupção e tráfico de drogas, foi alvo de um plano de assassinato orquestrado pela facção Primeiro Comando da Capital (PCC). A tentativa foi desarticulada na última sexta-feira, 29, pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Militar. Durante a operação, dois empresários foram presos sob suspeita de financiar o esquema, enquanto o mandante permanece foragido.

Silveira já havia enfrentado ameaças de morte anteriormente, incluindo uma carta recebida em 2013 que continha informações pessoais e ameaças explícitas. O promotor é reconhecido por sua luta contra a criminalidade organizada, tendo liderado investigações que resultaram em prisões de policiais civis envolvidos com o tráfico, além de casos de corrupção em contratos públicos.

Histórico de Ameaças

O promotor ganhou notoriedade em 2011, quando atuou no caso Sanasa, que resultou na prisão de 11 pessoas, incluindo ex-diretores e secretários municipais, por corrupção. O impacto político foi significativo, levando ao impeachment do então prefeito de Campinas. Em 2013, Silveira também investigou a atuação do traficante Wanderson de Paula Leme, conhecido como Andinho, que continuava a comandar o tráfico de dentro da prisão.

A Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de São Paulo emitiu uma nota de apoio a Silveira, destacando que a instituição responderá de forma contundente a qualquer ameaça ao Estado democrático de direito. O documento reafirma o compromisso do Ministério Público em proteger seus membros e a sociedade.

Reação e Apoio

A operação que impediu o plano de assassinato foi chamada de Operação Pronta Resposta. O procurador-geral, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, enfatizou que o Ministério Público não recuará em sua missão de combater a criminalidade. A nota pública expressa a determinação do órgão em garantir a segurança de seus promotores e a ordem jurídica no estado.

O caso ressalta a crescente tensão entre autoridades e facções criminosas, evidenciando os riscos enfrentados por aqueles que atuam no combate ao crime organizado. A população pode ficar tranquila, pois o promotor Amauri Silveira Filho continuará sua missão de forma firme e destemida.

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