Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

STF analisa denúncia contra Braga Netto por suposto plano golpista

Walter Braga Netto enfrenta julgamento no STF por acusações de envolvimento em plano golpista e ameaças a autoridades.

General Braga Netto e ex-presidente Jair Bolsonaro durante evento da campanha de 2022 (Foto: Reprodução)
0:00
Carregando...
0:00
  • O ex-general Walter Braga Netto será julgado no Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima semana por sua suposta participação em um plano golpista.
  • A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que ele tinha a responsabilidade de impedir ações violentas e ameaças a autoridades, mas não o fez.
  • Braga Netto está preso desde 14 de dezembro de 2024, acusado de tentar interferir nas investigações relacionadas à delação do tenente-coronel Mauro Cid.
  • A PGR alega que ele coordenou um plano para assassinar o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, seu vice, Geraldo Alckmin, e o ministro Alexandre de Moraes.
  • A defesa contesta as acusações, chamando-as de infundadas e baseadas em delações problemáticas, e argumenta que as provas são manipuladas.

O ex-general Walter Braga Netto será julgado no STF a partir da próxima semana por sua suposta participação em um plano golpista que incluía ameaças e ações violentas contra autoridades. A Procuradoria-Geral da República (PGR) alega que Braga Netto, como general de quatro estrelas, tinha a responsabilidade de impedir tais ações, mas não o fez.

A defesa do general contesta as acusações, classificando-as como infundadas e baseadas em delações problemáticas, especialmente a do tenente-coronel Mauro Cid. Os advogados afirmam que a delação é repleta de contradições e falta de provas concretas, chamando-a de “a delação mais problemática da história do Judiciário brasileiro”. Eles argumentam que a narrativa da PGR é uma “estória feita para impressionar”.

Braga Netto está preso desde 14 de dezembro de 2024, no Comando da 1ª Divisão do Exército no Rio de Janeiro, sob a acusação de tentar interferir nas investigações relacionadas à delação de Cid. Ele é o único réu mantido preso durante o processo, apesar de várias tentativas de revogação da prisão preventiva, todas negadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Acusações e Provas

A PGR afirma que Braga Netto coordenou um plano denominado “Punhal Verde Amarelo”, que visava assassinar o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, seu vice, Geraldo Alckmin, e o ministro Alexandre de Moraes. A acusação inclui reuniões em sua residência com outros envolvidos, onde teriam sido discutidas estratégias para monitorar e neutralizar autoridades.

Além disso, a PGR destaca que Braga Netto teria financiado ações golpistas, entregando dinheiro em espécie para custear operações ilegais. A defesa rebate, alegando que o dinheiro foi solicitado para cobrir despesas de campanha e não para atividades ilícitas.

Pressão e Conexões

O general também é acusado de coordenar ataques contra militares que se opunham ao golpe. Mensagens obtidas pela Polícia Federal revelam diálogos em que Braga Netto incita ações contra comandantes das Forças Armadas que não apoiavam o movimento golpista. A defesa, por sua vez, argumenta que as provas apresentadas são manipuladas e não sustentam as acusações.

A PGR considera que o papel de Braga Netto foi crucial para a continuidade das mobilizações golpistas, mantendo contato com manifestantes e incentivando ações que visavam desestabilizar o governo. O julgamento promete trazer à tona detalhes explosivos sobre a trama golpista e a atuação de figuras-chave no cenário político brasileiro.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais