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Foragidos de operação policial são adicionados à lista da Interpol

Operação Carbono Oculto investiga o PCC e revela movimentações de R$ 52 bilhões em fundos de investimento e empresas do setor de combustíveis

Operação Carbono Oculto foi deflagrada nesta quinta-feira, 28; foragidos estão na difusão vermelha da Interpol (Foto: Reprodução)
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  • A Operação Carbono Oculto, iniciada em 28 de setembro de 2023, é a maior ação contra a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) na economia formal do Brasil.
  • A operação foca no setor de combustíveis e instituições financeiras da Avenida Faria Lima, em São Paulo, e resultou na inclusão de oito foragidos na difusão vermelha da Interpol.
  • Entre os foragidos estão Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”.
  • A ação mobilizou 1,4 mil agentes e cumpriu 200 mandados de busca e apreensão, investigando 350 alvos, com suspeitas de movimentação de R$ 52 bilhões por meio de 40 fundos de investimentos.
  • A Justiça paulista decretou a indisponibilidade de várias empresas, incluindo quatro usinas de álcool e 17 distribuidoras de combustível, enquanto investigações sobre possíveis vazamentos de informações estão em andamento.

A Operação Carbono Oculto, deflagrada em 28 de setembro de 2023, representa a maior ação contra a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) na economia formal do Brasil. A operação, que foca no setor de combustíveis e instituições financeiras da Avenida Faria Lima, em São Paulo, resultou na inclusão de oito foragidos na difusão vermelha da Interpol.

Os nomes dos foragidos, entre eles Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, foram enviados pela Polícia Federal. A difusão vermelha é um alerta internacional que auxilia as polícias dos 196 países membros na busca por fugitivos, embora não substitua um mandado de prisão.

A operação mobilizou 1,4 mil agentes e cumpriu 200 mandados de busca e apreensão contra 350 alvos. A investigação revelou que o PCC pode ter movimentado R$ 52 bilhões por meio de 40 fundos de investimentos. Além disso, 42 alvos estão localizados na Faria Lima, incluindo fintechs e corretoras.

Investigação Abrangente

As autoridades também investigam empresas da cadeia produtiva de combustíveis. A Justiça paulista decretou a indisponibilidade de quatro usinas de álcool, cinco administradoras de fundos e cinco redes de postos de gasolina. Ao todo, são 17 distribuidoras de combustível, quatro transportadoras, dois terminais de portos e duas instituições de pagamentos sob investigação.

Os promotores do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) levantam suspeitas de que informações sobre a operação tenham vazado, permitindo que alguns alvos abandonassem suas residências antes da chegada da polícia. Contudo, os endereços mais relevantes da investigação não foram comprometidos.

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