- O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, suspendeu a aprovação de vistos para portadores de passaportes palestinos.
- A medida afeta tratamentos médicos, estudos e visitas familiares, e foi tomada em resposta a pressões internacionais por reconhecimento do Estado palestino.
- As novas diretrizes proíbem a emissão de vistos para autoridades palestinas que desejam participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
- Funcionários consulares devem aplicar uma análise rigorosa dos pedidos de visto, resultando em uma recusa generalizada para palestinos.
- A Autoridade Nacional Palestina expressou pesar pela decisão e pediu reconsideração, enquanto a situação gera tensões entre os EUA, Israel e a comunidade internacional.
O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, anunciou uma suspensão abrangente na aprovação de vistos para portadores de passaportes palestinos. A medida, que se aplica a quase todos os tipos de vistos de visitante, foi implementada em resposta a pressões internacionais por reconhecimento do Estado palestino. As restrições afetam tratamentos médicos, estudos e visitas familiares.
As novas diretrizes, comunicadas em um telegrama do Departamento de Estado, proíbem a emissão de vistos para autoridades palestinas que desejam participar da Assembleia Geral da ONU. Além disso, a política se estende a palestinos da Cisjordânia e da diáspora, dificultando a entrada nos EUA. A decisão ocorre em um contexto de crescente apoio internacional ao reconhecimento da Palestina como Estado.
Funcionários consulares foram instruídos a aplicar a seção 221(g) da Lei de Imigração e Nacionalidade, que exige uma análise mais rigorosa dos pedidos de visto. Essa estratégia, segundo ex-funcionários, equivale a uma recusa generalizada de vistos para palestinos. Hala Rharrit, ex-porta-voz do Departamento de Estado, criticou a medida, afirmando que é uma recusa sem limites.
Recentemente, o Departamento de Estado já havia suspendido vistos para cerca de 2 milhões de palestinos de Gaza, especialmente aqueles que buscam tratamento médico nos EUA. A ativista Laura Loomer havia classificado esses palestinos como uma “ameaça à segurança nacional”. O governo Trump também se opôs ao reconhecimento unilateral da Palestina, enquanto países como França e Canadá planejam reconhecer o Estado palestino nas próximas semanas.
A Autoridade Nacional Palestina expressou “profundo pesar” pela decisão de Trump e pediu uma reconsideração. O prefeito de Turmus Ayya, Lafi Adeeb, lamentou as novas restrições, afirmando que os palestinos são frequentemente tratados de forma injusta. A situação continua a gerar tensões entre os EUA, Israel e a comunidade internacional.
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