- Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, criticou Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, após ele anunciar que concederia indulto a Jair Bolsonaro como seu primeiro ato se for eleito presidente em 2027.
- A declaração foi feita em entrevista ao jornal Diário do Grande ABC e gerou reações negativas entre opositores.
- Gleisi afirmou que a promessa de Tarcísio demonstra desrespeito ao estado de direito e à Justiça, ressaltando que isso confirma a culpabilidade de Bolsonaro.
- Tarcísio questionou a legitimidade do julgamento de Bolsonaro, que enfrenta acusações de tentativa de golpe, e defendeu sua posição.
- O governador enfrenta tensões internas no Partido Liberal (PL), com Eduardo Bolsonaro considerando deixar o partido caso Tarcísio se candidate à presidência.
Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, criticou Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, após ele anunciar que concederia indulto a Jair Bolsonaro como seu primeiro ato se for eleito presidente em 2027. A declaração foi feita em entrevista ao jornal Diário do Grande ABC e provocou reações negativas, especialmente entre os opositores.
A ministra afirmou que a promessa de Tarcísio demonstra um desrespeito ao estado de direito e à Justiça. “Ao anunciar que seu primeiro ato seria indultar Bolsonaro, Tarcísio confirma que seu chefe é culpado”, declarou Gleisi em suas redes sociais. Ela comparou a postura do governador com as ações do atual governo, que, em seu primeiro dia, reverteu políticas de Bolsonaro, como a revogação de decretos que facilitavam a venda de armas e a mineração em áreas protegidas.
Tarcísio, que tem se mostrado leal a Bolsonaro, questionou a legitimidade do julgamento do ex-presidente, que enfrenta acusações de tentativa de golpe. “Na hora. Primeiro ato. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado”, disse Tarcísio. O ex-presidente ainda não foi condenado, e o julgamento começa nesta terça-feira, 2 de outubro.
Tensão no PL
No cenário político, Tarcísio enfrenta tensões internas no PL, onde Eduardo Bolsonaro manifestou a possibilidade de deixar o partido caso o governador se candidate à presidência. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, indicou que Tarcísio pode migrar para outra legenda, aumentando as chances de Eduardo sair.
A relação entre Tarcísio e Bolsonaro continua a ser um tema recorrente, com Lula afirmando que o governador “não é ninguém sem Bolsonaro”. Essa dinâmica gera críticas tanto da esquerda quanto de setores do bolsonarismo, refletindo a complexidade do atual cenário político brasileiro.
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