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Venezuela se prepara para resistência armada contra possível invasão dos EUA

Maduro afirma que Venezuela está pronta para a defesa e mobiliza milícias em resposta à presença militar dos EUA no Caribe

Presidente Nicolás Maduro assiste a exercícios militares em campo de treinamento em Caracas (Foto: Reprodução)
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  • O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou estar preparado para a “luta armada” em resposta à mobilização militar dos Estados Unidos no Caribe.
  • A declaração ocorreu em coletiva de imprensa no dia 1º de setembro, após o envio de navios de guerra e submarinos americanos para a região.
  • Maduro considera essa mobilização uma ameaça direta à soberania da Venezuela e afirmou que o país defenderá seu território caso seja atacado.
  • A operação militar dos EUA inclui três destróieres, um cruzador e um submarino nuclear, com mais de quatro mil marinheiros e fuzileiros navais.
  • A Casa Branca justificou a ação como parte de um combate ao narcotráfico, enquanto Maduro contestou essa narrativa, citando um relatório da ONU sobre o tráfico de drogas.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou estar preparado para a “luta armada” em resposta à mobilização militar dos Estados Unidos no Caribe. A declaração foi feita em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 1º de setembro, e surge após o envio de navios de guerra e submarinos americanos para a região, que Maduro considera uma ameaça direta à soberania venezuelana.

Maduro afirmou que, caso a Venezuela seja atacada, o país passará imediatamente à defesa de seu território e de seu povo. Ele descreveu a situação atual como a maior ameaça militar enfrentada pela Venezuela em um século. O presidente destacou que a Venezuela está em um “período especial de preparação máxima” e que suas forças armadas estão em prontidão.

A mobilização militar dos EUA inclui três destróieres, um cruzador e um submarino nuclear, totalizando mais de 4.000 marinheiros e fuzileiros navais. Esses navios têm capacidade para lançar mais de 400 mísseis, superando o poder de fogo da Venezuela. Em resposta, Caracas convocou suas milícias e reservistas, com Maduro afirmando que 8,2 milhões de milicianos estão prontos para a defesa.

A Casa Branca justificou a operação no Caribe como parte de ações contra o narcotráfico, alegando que o governo venezuelano está vinculado a cartéis de drogas. Em contrapartida, Maduro criticou essa narrativa, citando um relatório da ONU que aponta que a maior parte da cocaína que chega aos EUA é transportada pelo Oceano Pacífico, e não pela Venezuela.

Desde 2019, as relações diplomáticas entre Venezuela e Estados Unidos estão rompidas. Apesar disso, Maduro mencionou que existem canais de comunicação que foram prejudicados pela atual situação. Ele também alertou que a pressão militar dos EUA pode levar a um conflito armado, criticando a influência de políticos americanos, como o senador Marco Rubio.

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