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Filha de oficial nazista é detida na Argentina por obra de arte roubada na guerra

Casal argentino é colocado em prisão domiciliar enquanto autoridades investigam pintura roubada de comerciante judeu durante a Segunda Guerra Mundial

Retrato de uma dama, obra do artista italiano Giuseppe Ghislandi (1655-1743) (Foto: Reprodução)
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  • A Justiça argentina colocou Patricia Kadgien e Juan Carlos Cortegoso em prisão domiciliar por 72 horas.
  • A investigação apura o paradeiro de uma pintura roubada durante a Segunda Guerra Mundial, pertencente ao comerciante judeu Jacques Goudstikker.
  • A obra, um retrato da Condessa Colleoni, foi identificada em um anúncio imobiliário em Mar del Plata.
  • Quatro novas buscas foram realizadas, resultando na apreensão de duas outras pinturas possivelmente relacionadas a obras roubadas.
  • O casal alega que a pintura foi herdada e que qualquer ação judicial estaria prescrita.

A Justiça argentina colocou Patricia Kadgien e seu marido, Juan Carlos Cortegoso, em prisão domiciliar por 72 horas, enquanto investiga o paradeiro de uma pintura roubada durante a Segunda Guerra Mundial. A obra, um retrato da Condessa Colleoni do artista italiano Giuseppe Ghislandi, pertenceu ao comerciante judeu Jacques Goudstikker e foi identificada em um anúncio imobiliário em Mar del Plata.

A medida foi tomada após uma operação policial na residência do casal, onde a pintura foi supostamente vista em uma fotografia publicada pelo jornal holandês Algemeen Dagblad. Apesar das buscas, a obra não foi encontrada, e a parede onde estava exposta foi coberta por uma tapeçaria. O último registro do quadro remonta a 1946, quando estava em posse de Friedrich Kadgien, pai de Patricia, que foi um oficial nazista.

Investigações em Andamento

As autoridades realizaram quatro novas buscas em endereços associados à família Kadgien, resultando na apreensão de duas outras pinturas que podem estar ligadas a obras roubadas. O casal detido alega que a pintura foi herdada e que qualquer ação judicial relacionada estaria prescrita. O advogado de Kadgien, Carlos Murias, criticou a acusação de ocultação de roubo em contexto de genocídio.

O promotor do caso informou que a Interpol e a Polícia Federal Argentina estão colaborando na investigação. Os herdeiros de Goudstikker buscam recuperar a obra, que figura em uma lista internacional de arte desaparecida. A situação destaca a complexidade da restituição de obras de arte saqueadas durante o regime nazista e a luta contínua por justiça nesse contexto.

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