- Generais da reserva criticam o julgamento do golpe no Supremo Tribunal Federal (STF), que começou nesta segunda-feira.
- Mensagens de Braga Netto, ex-ministro da Defesa, foram reveladas, gerando polêmica.
- Netto atacou outros generais e defendeu acampamentos em frente aos quartéis como “concentrações pacíficas”.
- Ele se referiu ao general Freire Gomes como “cagão” e fez críticas ao então comandante da Aeronáutica, Baptista Junior.
- A divisão entre os generais da reserva se intensifica, refletindo a tensão em relação ao governo de Jair Bolsonaro e seus apoiadores.
Os generais da reserva estão em polvorosa com o início do julgamento do golpe no Supremo Tribunal Federal (STF), que começou nesta segunda-feira. As críticas se intensificaram em grupos de WhatsApp, onde figuras como Mário Fernandes, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira se consideram injustiçados. Braga Netto, ex-ministro da Defesa, é o único a não receber apoio, devido a mensagens reveladas que o colocam em uma posição controversa.
As mensagens de Braga Netto, que atacam outros generais, foram divulgadas durante investigações. Ele se referiu ao general Freire Gomes como “cagão” e criticou o então comandante da Aeronáutica, Baptista Junior, com expressões como “inferniza a vida dele e da família”. Além disso, Netto defendeu os acampamentos em frente aos quartéis, caracterizando-os como “concentrações pacíficas”, o que gerou ainda mais polêmica entre seus pares.
A situação reflete um clima de tensão entre os militares, especialmente em relação ao governo de Jair Bolsonaro e seus apoiadores. O julgamento no STF é visto como um divisor de águas, e a divisão entre os generais da reserva se torna cada vez mais evidente. A defesa de Bolsonaro e a legitimidade dos acampamentos têm sido temas centrais nas discussões, evidenciando a fragilidade das alianças dentro do alto comando militar.
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