- O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, foi designado relator de um pedido de liminar para suspender a ação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus.
- O julgamento está marcado para esta terça-feira, 2 de setembro, às 9h.
- A defesa do tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, preso preventivamente desde novembro de 2024, solicita a revogação da prisão e a anulação da delação de Mauro Cid.
- Os advogados alegam que os depoimentos de Cid contêm contradições.
- O advogado André Marsiglia expressou ceticismo quanto à concessão da liminar, citando a falta de decisões em pedidos semelhantes.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi designado como relator de um pedido de liminar que visa suspender a ação judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus, acusados de uma suposta tentativa de golpe de Estado. O julgamento está agendado para esta terça-feira, 2 de setembro, às 9h.
O pedido de habeas corpus foi apresentado na quarta-feira, 27 de agosto, pela defesa do tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, que se encontra preso preventivamente desde novembro de 2024. A defesa solicita não apenas a suspensão do processo, mas também a revogação da prisão de Ferreira Lima e a anulação da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Os advogados argumentam que os depoimentos de Cid contêm “contradições e mentiras flagrantes”.
Ferreira Lima é membro das Forças Especiais do Exército e, segundo as investigações, teria participado de um plano para manter Bolsonaro no cargo. A defesa questiona a credibilidade da delação de Cid, que é uma peça central na acusação.
Nas redes sociais, o advogado André Marsiglia expressou ceticismo em relação à possibilidade de concessão da liminar por Mendonça. Ele destacou que o ministro já é relator de um pedido semelhante de outro réu desde julho, sem que tenha havido qualquer decisão até o momento. Marsiglia afirmou que “ninguém vai contrariar a teatral condenação de Bolsonaro pela primeira turma”.
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