- O governo da Colômbia apresentou um projeto de lei para arrecadar 26,3 bilhões de pesos (aproximadamente 6,3 bilhões de dólares) visando equilibrar o orçamento de 2026.
- A proposta inclui aumento de impostos em setores como financeiro, hidrocarbonetos, lazer e produtos como cigarro e álcool.
- O senador Efraín Cepeda criticou a iniciativa, afirmando que o aumento de impostos pode prejudicar cidadãos e empresas, destacando o impacto do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) nos mais vulneráveis.
- O ministro da Fazenda, Germán Ávila, defendeu a proposta como parte de um “grande pacto fiscal” para garantir a estabilidade econômica do país.
- A aprovação da reforma é incerta devido à resistência política em um ano eleitoral, com a proposta enfrentando quatro comissões econômicas majoritariamente contrárias ao governo.
O governo da Colômbia, sob a liderança de Gustavo Petro, apresentou um novo projeto de lei com o objetivo de arrecadar 26,3 bilhões de pesos (aproximadamente 6,3 bilhões de dólares) para equilibrar o orçamento de 2026. Essa proposta surge em um contexto de 30 reformas tributárias nos últimos 50 anos e após uma tentativa frustrada de reforma em 2024.
O novo projeto visa aumentar impostos em setores como o financeiro e de hidrocarbonetos, além de atividades de lazer, como ingressos para eventos acima de 471 mil pesos (cerca de 110 dólares), e produtos como cigarro e álcool. No entanto, a proposta enfrenta resistência política, especialmente em um ano eleitoral, o que torna sua aprovação incerta.
Desafios Políticos
A oposição já se manifestou contra a proposta. O senador Efraín Cepeda, do partido conservador, criticou a iniciativa, afirmando que ela representa um aumento de impostos que pode prejudicar tanto cidadãos quanto empresas. Ele destacou que o IVA é um imposto regressivo que afeta os mais vulneráveis.
O ministro da Fazenda, Germán Ávila, defendeu a proposta como parte de um “grande pacto fiscal” que busca garantir a estabilidade econômica do país para o próximo governo. Ele ressaltou a necessidade de ajustes fiscais para evitar que o futuro presidente enfrente um déficit significativo.
Cenário Eleitoral
Com a campanha eleitoral já em andamento, a aprovação da reforma tributária se torna ainda mais desafiadora. A proposta precisa passar por quatro comissões econômicas, onde a maioria dos membros é contrária ao governo. A situação atual é semelhante à de 2024, quando uma proposta de financiamento foi rejeitada pelo Congresso.
A reforma tributária, embora vista como um sinal das prioridades do governo, pode não resultar em mudanças concretas nos impostos pagos pelos colombianos. O governo busca, com isso, ampliar a presença do Estado e reforçar sua agenda econômica, mas a resistência política pode limitar suas ambições.
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