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Réus de esquema golpista poderão se apresentar de farda durante julgamento

STF permite que réus da trama golpista, incluindo Jair Bolsonaro, usem fardamento militar durante julgamento que começa com leitura de provas

Ministro Alexandre de Moraes em sessão da Primeira Turma do STF (Foto: Reprodução)
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  • O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou réus da trama golpista, incluindo Jair Bolsonaro, a usar fardamento militar durante o julgamento.
  • Essa decisão representa uma mudança em relação à proibição anterior do uso de trajes militares em processos judiciais.
  • O julgamento do “núcleo crucial” começou com a leitura das provas pela Procuradoria Geral da República (PGR).
  • Jair Bolsonaro e outros sete réus são acusados de formar uma organização criminosa com planos de assassinar líderes políticos e tomar o poder após a derrota nas eleições de 2022.
  • A PGR aponta Bolsonaro como o líder da organização, que teria como alvos Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin.

O STF autorizou que os réus da trama golpista, incluindo Jair Bolsonaro, participem do julgamento usando fardamento militar, se desejarem. Essa decisão marca uma mudança significativa na postura da Corte, que anteriormente havia proibido o uso de trajes militares durante os processos.

O julgamento do chamado “núcleo crucial” teve início nesta terça-feira, com a leitura das provas pela Procuradoria Geral da República (PGR). O ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus estão sendo acusados de envolvimento em uma organização criminosa que planejava assassinar líderes políticos e tomar o poder após a derrota nas eleições de 2022.

Em julho, um dos réus foi obrigado a trocar de roupa para não comparecer à audiência fardado, evidenciando a rigidez anterior do STF em relação à simbologia militar. Agora, a autorização para o uso do fardamento reflete uma nova abordagem da Corte em um caso de grande repercussão nacional.

Após a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes, o procurador-geral, Paulo Gonet, terá duas horas para apresentar as provas contra os investigados. A PGR aponta Bolsonaro como o líder da organização criminosa, que também teria como alvo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

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