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Defesa de Heleno argumenta nulidade da ação por ‘confusão’ em provas da PF

Defesa do general Augusto Heleno pede nulidade do processo por cerceamento de defesa durante julgamento no STF

Advogado Matheus Milanez, defensor de general Augusto Heleno (Foto: Reprodução)
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  • O julgamento do general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, continua no Supremo Tribunal Federal (STF).
  • No segundo dia, a defesa pediu a nulidade do processo, alegando cerceamento de defesa e desordem nas provas.
  • O advogado Matheus Milanez criticou a atuação do relator, Alexandre de Moraes, que fez 302 perguntas, em comparação com as 59 do Ministério Público.
  • Milanez defendeu a inocência de Heleno, destacando seu afastamento do círculo de confiança do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2021, após a aproximação com o Centrão.
  • O julgamento, que envolve outros sete réus, é transmitido ao vivo pela TV Justiça e pelo canal do STF no YouTube.

No segundo dia do julgamento do general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa pediu a nulidade do processo, alegando cerceamento de defesa. O advogado Matheus Milanez criticou a desordem das provas apresentadas pela Polícia Federal e a atuação do relator, Alexandre de Moraes, que fez 302 perguntas durante o interrogatório, em contraste com as 59 do Ministério Público.

Milanez destacou que as provas foram disponibilizadas de forma desorganizada, dificultando a análise. Ele apresentou slides que mostravam a quantidade excessiva de documentos, afirmando que isso compromete a defesa. O advogado também questionou a imparcialidade de Moraes, que teria investigado redes sociais de testemunhas, o que, segundo ele, não é função do juiz.

A defesa sustentou a inocência de Heleno, argumentando que ele foi afastado do círculo de confiança do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2021, quando Bolsonaro se aproximou do Centrão. Milanez citou depoimentos que indicam que Heleno deixou de ser um conselheiro ativo, tornando sua participação no governo “meramente protocolar”.

Além disso, o advogado refutou a ideia de que Heleno estivesse envolvido em discussões sobre um golpe, enfatizando que o general não participou de ações golpistas. O julgamento, que envolve outros sete réus, continua a ser transmitido ao vivo pela TV Justiça e pelo canal do STF no YouTube.

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