- Renê da Silva Nogueira Júnior foi preso em Belo Horizonte, suspeito de homicídio após a morte de um gari.
- Ele é casado com a delegada Ana Paula Balbino Nogueira, que está afastada do cargo.
- A investigação apura o porte ilegal de arma pela delegada, que sabia do acesso do marido à sua arma.
- Renê enviou mensagens à esposa, alegando estar “no lugar errado e na hora errada”, e pediu que entregasse a arma profissional dela às autoridades.
- Ele foi indiciado por homicídio, com agravantes, e pode enfrentar até 35 anos de prisão. A corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um procedimento disciplinar para investigar a conduta da delegada.
Renê da Silva Nogueira Júnior foi preso em Belo Horizonte, suspeito de homicídio após a morte de um gari. Ele é casado com a delegada Ana Paula Balbino Nogueira, que está afastada do cargo. A investigação apura o porte ilegal de arma pela delegada, que tinha conhecimento do acesso do marido à sua arma.
Em mensagens enviadas à esposa após ser abordado por policiais, Renê afirmou estar “no lugar errado e na hora errada”. As mensagens foram anexadas ao inquérito que investiga a morte de Laudemir de Souza Fernandes. Renê foi indiciado por homicídio, com agravantes de crime fútil e impossibilidade de defesa da vítima, além de ameaça, podendo enfrentar até 35 anos de prisão.
A defesa de Renê não se manifestou até o fechamento da reportagem. O advogado informou que aguardaria a análise do Ministério Público sobre um pedido de reconstituição do crime. As mensagens trocadas entre o casal indicam que Renê pediu à esposa que entregasse a arma profissional dela às autoridades, não a pessoal, que foi identificada como a arma utilizada no crime.
Investigações em Andamento
A polícia revelou que Renê e a delegada mantiveram várias ligações no dia do crime. Uma delas, de sete minutos, ocorreu enquanto ele passeava com os cachorros, momento em que já sabia do tiro disparado contra o gari. Ele havia pesquisado sobre o caso nas redes sociais antes de ser abordado.
Os delegados responsáveis pela investigação afirmaram que não é possível determinar se Ana Paula tinha conhecimento do envolvimento de Renê no crime, pois o conteúdo das ligações não foi recuperado. Ela foi indiciada por porte ilegal de arma, com pena de 2 a 4 anos, que pode ser aumentada em 50% por ser servidora pública. A corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais também instaurou um procedimento disciplinar para investigar a conduta da delegada.
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