- O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sugeriu que o Brasil reavalie sua política nuclear para incluir o uso bélico em defesa nacional.
- A proposta foi feita durante a posse de novos diretores da Agência Nacional de Segurança Nuclear e da Agência Nacional do Petróleo, no Rio de Janeiro, em cinco de setembro.
- Silveira afirmou que a Constituição brasileira limita o uso da tecnologia nuclear a fins pacíficos, mas que as crescentes ameaças internacionais exigem uma revisão.
- Ele destacou que o Brasil possui vastas riquezas minerais e 11% das reservas de água doce do planeta, o que torna a energia nuclear uma alternativa estratégica.
- A discussão sobre o uso bélico da tecnologia nuclear deve ser levada ao Congresso Nacional para avaliação.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou que o Brasil pode precisar desenvolver capacidades nucleares para fins de defesa nacional, em resposta a um cenário global de instabilidade. A declaração foi feita durante a posse de novos diretores da Agência Nacional de Segurança Nuclear e da Agência Nacional do Petróleo, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, 5.
Silveira destacou que a atual Constituição brasileira limita o uso da tecnologia nuclear a aplicações pacíficas, como a geração de energia e a medicina. No entanto, ele argumentou que, diante de crescentes ameaças internacionais, é crucial que o Brasil reavalie sua política nuclear. “Um país que é gigante pela própria natureza deve levar a sério a questão nuclear”, afirmou o ministro.
O ministro também mencionou que o Brasil, com 11% das reservas de água doce do planeta e vastas riquezas minerais, deve considerar a energia nuclear como uma alternativa estratégica para a defesa. Ele ressaltou que a discussão sobre o uso bélico da tecnologia nuclear deve ser levada ao Congresso Nacional, onde a posição atual precisará ser revista.
Em entrevistas posteriores, Silveira reiterou que a necessidade de desenvolver instrumentos nucleares para defesa é uma perspectiva de longo prazo. Ele elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por manter a soberania nacional, mas alertou que o Brasil deve estar preparado para um futuro em que a energia nuclear possa ser essencial para a segurança do país.
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