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ICE adquire software de espionagem israelense Graphite para monitoramento

ICE reativa contrato de $ 2 milhões com Paragon Solutions, ampliando vigilância e levantando preocupações sobre privacidade e direitos humanos

Agente federal de imigração em Nova York (Foto: Reprodução)
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  • A agência de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE) reativou um contrato de 2 milhões de dólares com a Paragon Solutions, empresa de software de espionagem.
  • O contrato foi restabelecido após a aquisição da Paragon por uma empresa americana, permitindo ao ICE expandir suas operações de vigilância.
  • O acordo original, firmado em setembro de 2024, foi suspenso devido a preocupações sobre o uso indevido da tecnologia Graphite, que pode acessar dados pessoais em dispositivos móveis.
  • A reativação do contrato ocorre em meio a um aumento na vigilância de imigrantes e ativistas, levantando preocupações sobre privacidade e repressão.
  • Especialistas alertam para os riscos de contrainteligência associados à venda de tecnologia de espionagem a diferentes governos.

A agência de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE) reativou um contrato de 2 milhões de dólares com a Paragon Solutions, uma empresa de software de espionagem. O acordo foi restabelecido após a aquisição da Paragon por uma empresa americana, permitindo que o ICE amplie suas operações de vigilância.

O contrato original, firmado em setembro de 2024, foi suspenso devido a preocupações sobre o uso indevido da tecnologia Graphite, que pode invadir dispositivos móveis e coletar dados pessoais. A reativação ocorreu após a fusão da Paragon com a REDLattice, um contratante de inteligência, o que a transforma em um parceiro nacional, com laços com ex-funcionários da CIA.

A tecnologia Graphite é considerada uma das ferramentas de espionagem mais poderosas, capaz de acessar mensagens, fotos e até ativar microfones de smartphones. Apesar de a Paragon afirmar que suas ferramentas visam combater o terrorismo, seu uso em campanhas de vigilância em países como a Itália, onde jornalistas e ativistas foram alvos, levanta sérias preocupações sobre privacidade.

A reativação do contrato coincide com um aumento na vigilância de contas de redes sociais de imigrantes e planos para rastrear grandes grupos de pessoas. Críticos alertam que o uso de Graphite pode intensificar a vigilância sobre comunidades vulneráveis, como imigrantes e ativistas, especialmente considerando que o ICE já possui contratos com empresas de vigilância como Palantir e Babel Street.

Além disso, a venda de tecnologia de espionagem a múltiplos governos gera riscos de contrainteligência, conforme destacado por especialistas. A Paragon, que nega trabalhar com regimes autoritários, não divulga sua lista de clientes, o que aumenta a desconfiança sobre suas práticas. Grupos de defesa dos direitos digitais expressam preocupação sobre como essa tecnologia pode ser usada para repressão interna nos Estados Unidos.

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