- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, convocou uma cúpula virtual do Brics para segunda-feira, 8 de outubro.
- O encontro é uma resposta ao aumento das tarifas comerciais impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
- Não haverá comunicado conjunto ao final da cúpula, evitando a percepção de que o grupo é anti-Trump.
- A Índia será representada pelo chanceler S. Jaishankar.
- Os líderes discutirão a necessidade de fortalecer a Organização Mundial do Comércio (OMC) e abordarão questões como a guerra na Ucrânia e a crise na Faixa de Gaza.
BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma cúpula virtual do Brics para segunda-feira, 8 de outubro, em resposta ao aumento das tarifas comerciais impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O evento, que não contará com um comunicado conjunto ao final, busca evitar a percepção de que o grupo é anti-Trump, com a Índia sendo representada pelo chanceler S. Jaishankar.
A decisão de não emitir uma declaração conjunta reflete a preocupação do governo brasileiro com as divergências internas entre os membros do Brics, que poderiam dificultar uma resposta unificada ao tarifaço. Desde a última cúpula presencial no Rio, em julho, as tensões comerciais se intensificaram, afetando diretamente Brasil e Índia, ambos com tarifas de 50%.
Os líderes do Brics, que incluem Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia, discutirão a necessidade de fortalecer a Organização Mundial do Comércio (OMC) e abordarão questões globais como a guerra na Ucrânia e a crise na Faixa de Gaza. O governo brasileiro também pretende destacar a importância da COP-30 e do Fundo Florestas Tropicais Para Sempre.
A cúpula será realizada por videoconferência, com os líderes discutindo em privado. O conteúdo das falas não será transmitido integralmente, permitindo que cada país decida sobre a divulgação de suas intervenções. Lula deve abordar a guerra tarifária e reafirmar a soberania nacional, evitando dar margem a críticas que possam ser exploradas por opositores internos.
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