- O deputado estadual do Rio de Janeiro, TH Joias, foi preso em três de setembro de 2025, acusado de ser o braço político do Comando Vermelho.
- Ele é investigado por movimentar R$ 13 milhões em três anos, além de negociar drogas e armas e estar envolvido em lavagem de dinheiro.
- O inquérito revela que, antes de assumir o mandato, TH Joias buscou R$ 5 milhões em um local ligado a um traficante foragido.
- Também foi identificado que ele lucrou mais de R$ 200 mil vendendo equipamentos para anular drones da polícia.
- A defesa do deputado alega que as acusações são uma perseguição política, enquanto o MDB decidiu expulsá-lo após as denúncias.
TH Joias, deputado estadual do Rio de Janeiro, foi preso na quarta-feira (3) sob graves acusações de ser o braço político do Comando Vermelho. Ele é investigado por movimentar R$ 13 milhões em três anos, além de negociar drogas e armas, e estar envolvido em lavagem de dinheiro.
O inquérito revela que, antes de assumir seu mandato como suplente, TH Joias foi ao Complexo do Alemão buscar R$ 5 milhões na casa de um traficante. O dinheiro pertencia a Luciano Martiniano da Silva, conhecido como Pezão, um dos líderes da facção, que está foragido. O deputado teria recebido R$ 50 mil para trocar o montante por dólares, entregues a criminosos.
Além disso, TH Joias gravou um vídeo exibindo 200 quilos de maconha e enviou a um traficante, oferecendo a droga. A investigação da Polícia Federal (PF) também aponta que ele lucrou mais de R$ 200 mil vendendo equipamentos para anular drones da polícia, destinados a facções criminosas.
Envolvimento de Assessores
Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, conhecido como Dudu, também foi preso. Ele atuava como assessor de TH Joias após sua posse e estava envolvido na lavagem de dinheiro. A Justiça Federal destacou a influência política dos acusados e sua capacidade de articulação com estruturas estatais.
O relatório da PF indica que TH e sua esposa movimentaram R$ 13 milhões entre 2021 e 2023, com valores incompatíveis com suas capacidades financeiras. O deputado, que publicamente defendia investimentos em segurança pública, supostamente informava o tráfico sobre operações policiais.
Reações e Consequências
A defesa de TH Joias considera as acusações absurdas e afirma que se trata de uma perseguição política. O Governo do Rio de Janeiro informou que Alessandro Pitombeira Carracena, um servidor envolvido no esquema, não é mais funcionário desde janeiro.
O MDB decidiu expulsar TH Joias após as denúncias de tráfico de drogas e corrupção. A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) acompanhou as diligências em seu gabinete e se manifestou sobre o caso, que continua a ser investigado.
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