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Líder do tráfico em São Paulo é identificado como Leonardo Moja

Leo do Moinho é preso em operação contra tráfico na Cracolândia; sua irmã também é detida por envolvimento em crimes relacionados

Leo do Moinho, um dos alvos de operação do MPSP na cracolândia (Foto: Reprodução)
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  • Leonardo Monteiro Moja, conhecido como Leo do Moinho, foi preso em 2024 durante uma operação do Ministério Público e da Polícia em São Paulo.
  • Ele é um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e mantinha influência no tráfico de drogas na Cracolândia.
  • Sua irmã, Alessandra Moja, também foi detida na mesma operação, chamada Salus et Dignitas.
  • Leo é investigado por crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e intimidação de funcionários públicos.
  • As investigações indicam que ele cobrava propina de moradores e utilizava imóveis na região para lavagem de dinheiro e armazenamento de drogas.

Leonardo Monteiro Moja, conhecido como Leo do Moinho, foi preso novamente em 2024, após uma operação do Ministério Público e da Polícia que visou desmantelar a liderança do tráfico de drogas na Cracolândia, em São Paulo. Ele é um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e, mesmo encarcerado, continuava a exercer influência na região por meio de emissários e familiares, incluindo sua irmã, Alessandra Moja, que também foi detida.

A operação, chamada Salus et Dignitas, foi deflagrada em agosto de 2024 e investiga Leo por diversos crimes, como organização criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e intimidação de funcionários públicos. O governo do Estado informou que ele estaria articulando a intimidação de funcionários da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), além de cobrar propina de moradores da área do Moinho, onde famílias estão sendo removidas para a criação de um parque.

As investigações revelaram que Leo é proprietário de vários barracos na região, e sua influência no tráfico poderia ser ameaçada pela remoção das famílias. Os imóveis, segundo o Ministério Público, são utilizados para lavagem de dinheiro e armazenamento de drogas. Além disso, ferros-velhos sob seu controle serviriam como locais de trabalho forçado para dependentes químicos, que seriam pagos com pequenas quantias de drogas.

Leo do Moinho já havia sido preso anteriormente em 2017 e 2021, mas foi liberado em ambas as ocasiões por decisões judiciais. Na primeira prisão, ele não retornou de uma saída temporária, e na segunda, foi beneficiado por uma soltura condicional em junho de 2023. A atual prisão marca um novo capítulo na luta das autoridades contra o tráfico de drogas na capital paulista.

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