- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, liderou uma reunião virtual do Brics em 8 de setembro de 2025, com líderes de Rússia, Índia, China e África do Sul.
- O encontro teve como foco a defesa do multilateralismo e a crítica às tarifas impostas pelos Estados Unidos, incluindo uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros.
- Lula destacou que o Brics é uma alternativa ao unilateralismo e à chantagem tarifária, que ameaçam a soberania dos países emergentes.
- Os líderes discutiram a preparação para a 80ª Assembleia Geral da ONU e a COP30, além do lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que visa proteger florestas em países em desenvolvimento.
- A reunião não resultou em uma declaração oficial, mas reafirmou a posição do Brics como uma força de coordenação econômica e política no Sul Global.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderou uma reunião virtual do Brics nesta segunda-feira, 8, com líderes de países como Rússia, Índia, China e África do Sul. O encontro, organizado pelo Brasil, atual presidente rotativo do bloco, teve como foco a defesa do multilateralismo e a crítica às tarifas impostas pelos Estados Unidos, especialmente a sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros.
Durante a reunião, Lula enfatizou que o Brics representa uma alternativa ao unilateralismo e à chantagem tarifária que ameaçam a soberania dos países emergentes. Ele destacou que as práticas comerciais injustificadas dos EUA são um desafio à ordem global e que o bloco deve se unir para enfrentar essas tensões.
Temas Abordados
Os líderes discutiram a preparação para eventos internacionais, como a 80ª Assembleia Geral da ONU e a COP30, que ocorrerá em Belém em novembro. Lula reforçou a importância da participação dos países do Brics na conferência climática e anunciou o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, destinado a financiar a proteção de florestas em países em desenvolvimento.
Além disso, o presidente brasileiro abordou a necessidade de reformas nas instituições globais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC), e criticou a presença militar dos EUA no Caribe, considerando-a um fator de tensão na região. Ele também mencionou a urgência de soluções diplomáticas para conflitos internacionais, como os da Ucrânia e da Faixa de Gaza.
Reunião Sem Declaração Oficial
Embora a reunião não tenha resultado em uma declaração oficial, a intenção foi reafirmar a posição do Brics como uma força de coordenação econômica e política no Sul Global. O encontro ocorre em um contexto de crescente instabilidade internacional e tensões comerciais, especialmente após as críticas de Trump ao bloco.
O governo brasileiro deve divulgar uma nota com os detalhes discutidos na reunião, que teve a participação de líderes de diversas nações, incluindo Egito, Emirados Árabes Unidos e Indonésia. Lula reiterou a importância da integração financeira e comercial entre os países do Brics como uma estratégia para enfrentar o protecionismo crescente.
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