- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, lançou a campanha “Yo Me Alisto” para convocar cidadãos a se unirem às milícias armadas.
- A mobilização ocorre em resposta a uma suposta ameaça de invasão dos Estados Unidos.
- O governo afirma que mais de 8,2 milhões de venezuelanos se voluntariaram para a defesa do país.
- A campanha utiliza avatares de heróis históricos, como Simón Bolívar e José Gregorio Hernández, em vídeos gerados por inteligência artificial.
- Relatos indicam que alguns funcionários públicos estão sendo forçados a participar da iniciativa, gerando controvérsias sobre a mobilização.
CARACAS, Venezuela — O presidente Nicolás Maduro lançou a campanha “Yo Me Alisto”, convocando milhões de venezuelanos a se unirem às milícias armadas em resposta a uma suposta ameaça de invasão dos Estados Unidos. Utilizando avatares de heróis históricos, o governo afirma que mais de 8,2 milhões de cidadãos se voluntariaram para a defesa do país.
A campanha, que visa mobilizar a população, apresenta figuras icônicas da história venezuelana, como Simón Bolívar e José Gregorio Hernández, por meio de vídeos gerados por inteligência artificial. Essas representações incentivam os civis a se prepararem para um possível conflito, enquanto Maduro destaca a importância da defesa nacional.
As relações entre Washington e Caracas se deterioraram ainda mais, especialmente após a administração Trump ter indiciado Maduro por narcoterrorismo e intensificado operações militares na região. Recentemente, os EUA enviaram oito navios de guerra para águas próximas à Venezuela, alegando operações de combate ao tráfico de drogas. Em resposta, Maduro mobilizou 15 mil soldados para a fronteira com a Colômbia.
A campanha “Yo Me Alisto” não é isenta de controvérsias. Relatos de coação surgiram, com funcionários públicos sendo supostamente forçados a se alistar e gravar vídeos de apoio à iniciativa. O diretor do Laboratório da Paz, Rafael Uzcátegui, confirmou que recebeu queixas sobre pressões para participar da mobilização.
Analistas apontam que a estratégia de Maduro pode refletir um plano de contingência para um possível conflito interno, caso sua posição no poder seja ameaçada. A escolha de figuras populares para a campanha, como Hernández, que será canonizado em breve, gerou críticas, com alguns considerando a inclusão uma tentativa desesperada de legitimar o governo.
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