- Ilia Yashin, opositor russo, foi declarado apátrida pelo Ministério do Interior da Rússia, impossibilitando seu retorno ao país.
- Ele foi condenado a oito anos e meio de prisão em 2022 por contestar a versão oficial da masacre em Bucha.
- Yashin enfrenta um novo processo penal por recusar a designação de “agente estrangeiro” e questiona a legalidade da revogação de sua cidadania.
- O opositor alega que a revogação é ilegal, citando o artigo 6.3 da Constituição russa, que proíbe a privação de cidadania.
- Durante seu exílio, Yashin perdeu amigos e seus pais, que permanecem na Rússia, enfrentam pressões das autoridades.
Ilia Yashin, opositor russo, foi declarado apátrida pelo Ministério do Interior da Rússia, o que o impede de retornar ao país. Yashin, que foi condenado a oito anos e meio de prisão em 2022 por contestar a versão oficial sobre a masacre em Bucha, enfrenta agora um novo processo penal. Ele se recusa a aceitar a designação de “agente estrangeiro”, que o exclui da vida pública na Rússia.
O opositor denunciou em suas redes sociais que a revogação de sua cidadania é ilegal, citando o artigo 6.3 da Constituição russa, que proíbe a privação de cidadania. Yashin questiona o procedimento que levou à sua declaração de apátrida e destaca que outros documentos afirmam que ele é cidadão russo desde o nascimento. Seu advogado, Mijaíl Biryukov, solicitou a presença da funcionária que assinou a declaração de apátrida em tribunal.
Yashin também relatou que, durante seu exílio, perdeu amigos próximos, como Borís Nemtsov e Alexéi Navalni. Seus pais, que permanecem na Rússia, enfrentam pressões e buscas por parte das autoridades. O opositor enfatiza que a decisão do governo russo representa uma nova fase de arbitrariedade sob o regime de Vladimir Putin, que contradiz sua própria Constituição ao privar um cidadão de seus direitos.
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