- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou indiretamente o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em evento em Manaus, no dia nove de setembro.
- Lula defendeu a soberania da América do Sul e a capacidade dos países da região de resolverem seus próprios problemas sem intervenções externas.
- Durante o evento, foi inaugurado o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, que visa fortalecer a colaboração entre os países amazônicos e os Estados brasileiros.
- Lula destacou uma operação recente em São Paulo contra o crime organizado, considerada a maior da história nesse combate.
- A crítica de Lula ocorre em meio a ameaças de sanções dos EUA, especialmente após o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal.
SÃO PAULO E BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou a importância da soberania nacional ao criticar indiretamente o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante evento em Manaus, nesta terça-feira, 9, Lula declarou que os países da América do Sul são capazes de resolver seus próprios problemas sem intervenções estrangeiras.
Na ocasião, Lula inaugurou o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, que visa fortalecer a colaboração entre os países amazônicos e os Estados brasileiros. O evento contou com a presença do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e da vice-presidente do Equador, María José Pinto. O presidente brasileiro enfatizou que é a primeira vez que tantos líderes se reúnem em torno de um objetivo comum na região.
Lula também destacou a recente operação contra o crime organizado em São Paulo, que classificou como a maior da história contra as lideranças desse tipo de crime. Ele afirmou que o governo está comprometido em proteger as comunidades vulneráveis, como moradores de periferias e povos indígenas, que frequentemente são afetados pela violência.
A postura de Lula reflete uma resposta às ameaças de sanções dos EUA, especialmente após o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reiterou que Trump não hesitará em usar o poder econômico e militar dos EUA para “proteger a liberdade de expressão” globalmente, o que intensifica as tensões entre os dois países.
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