- Boris Johnson, ex-primeiro-ministro do Reino Unido, fez uma visita secreta a Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, em fevereiro de 2024, na República Dominicana.
- O encontro, revelado pelo jornal britânico The Guardian, faz parte de documentos vazados conhecidos como Boris Files.
- Johnson foi acompanhado por Marteen Petermann, diretor de um fundo de hedge, e recebeu um pagamento de £ 240 mil após a reunião.
- O ex-primeiro-ministro afirmou que a visita tinha como objetivo estabelecer um canal diplomático extraoficial, mas nega ter recebido dinheiro pela viagem.
- As relações entre o Reino Unido e a Venezuela se deterioraram desde 2019, quando o governo britânico reconheceu Juan Guaidó como líder interino do país.
Boris Johnson, ex-primeiro-ministro do Reino Unido, realizou uma visita secreta ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em fevereiro de 2024, durante suas férias na República Dominicana. O encontro, revelado pelo jornal britânico The Guardian, faz parte de uma série de documentos vazados conhecidos como Boris Files. Johnson foi acompanhado por Marteen Petermann, diretor de um fundo de hedge, e a reunião gerou polêmica devido a um pagamento de 240 mil libras esterlinas que Johnson recebeu posteriormente.
O contexto político na Venezuela estava tenso, com o chavismo tomando medidas para bloquear a oposição e intensificando a repressão. Maduro, em um programa de televisão, mencionou que Johnson havia tentado persuadir o presidente ucraniano, Volodímir Zelenski, a continuar a guerra contra a Rússia, o que gerou um debate acalorado entre os dois. A conversa durou cerca de duas horas, segundo Maduro.
Johnson afirmou às autoridades britânicas que sua visita tinha como objetivo estabelecer um canal diplomático extraoficial entre os dois países. No entanto, a embaixada britânica em Caracas não comentou sobre o encontro. O ex-primeiro-ministro nega ter recebido dinheiro por sua viagem e também refuta qualquer relação com o fundo Merlyn Advisors.
As relações entre o Reino Unido e a Venezuela se deterioraram desde 2019, quando o governo britânico reconheceu Juan Guaidó como líder interino do país. A crise diplomática se intensificou com o bloqueio do Banco da Inglaterra às reservas de ouro da Venezuela, resultando em uma série de disputas judiciais. A situação continua a ser um ponto de tensão nas relações internacionais, especialmente com a guerra na Ucrânia em curso.
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