- O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, pediu à Polícia Federal uma investigação sobre ameaças recebidas após seu voto pela condenação de oito réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, em um caso de tentativa de golpe.
- As ameaças aumentaram nas redes sociais, levando Dino a considerar urgente a identificação dos responsáveis.
- O gabinete do ministro informou que milhares de postagens incitaram ataques letais aos ministros do STF e suas famílias, além de ameaças à sede do tribunal.
- Na última terça-feira, Dino votou pela condenação de Bolsonaro e do ex-ministro Braga Netto, destacando que a Constituição proíbe anistia para crimes contra a democracia.
- O ministro também criticou declarações do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que atacou o colega Alexandre de Moraes por suposta tirania.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino solicitou à Polícia Federal uma investigação sobre ameaças recebidas após seu voto pela condenação de oito réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, em um caso de tentativa de golpe. As ameaças, segundo Dino, aumentaram nas redes sociais, evidenciando a urgência de uma resposta das autoridades.
Em nota, o gabinete do ministro informou que milhares de postagens têm incitado ataques letais aos ministros do STF e suas famílias, além de ameaças de destruição da sede do tribunal. Dino enfatizou que a representação busca garantir que a Polícia Federal tome medidas para identificar os responsáveis por essas coações.
Na última terça-feira, Dino votou pela condenação de Bolsonaro e do ex-ministro Braga Netto, considerando-os líderes da trama golpista. Ele destacou que a Constituição proíbe a anistia para crimes contra a democracia. O ministro também se posicionou contra declarações do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que criticou o colega Alexandre de Moraes por suposta tirania.
Contexto Internacional
Enquanto isso, o Nepal enfrenta uma onda de protestos sem precedentes, liderados por jovens da “Geração Z”. A revolta, que começou em resposta a restrições nas redes sociais, expôs a desigualdade social e a corrupção no país. Em apenas dois dias, a situação se agravou, resultando em incêndios em prédios governamentais e na renúncia do primeiro-ministro Khadga Prasad Oli.
Os protestos no Nepal refletem uma insatisfação crescente com a elite política, em um país onde 22% dos jovens estão desempregados e um em cada cinco nepaleses vive abaixo da linha da pobreza. A mobilização destaca a fragilidade da democracia nepalesa, instaurada em 2008, e a instabilidade política que persiste.
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