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Câmara de São Bernardo nega impeachment de prefeito acusado de corrupção

Câmara Municipal de São Bernardo do Campo rejeita impeachment de prefeito afastado Marcelo Lima, apesar de denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro

Primeira sessão da Câmara Municipal de São Bernardo do Campo após operação da Polícia Federal, com pedidos de CPI e suspensão de salários de denunciados (Foto: Reprodução)
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  • A Câmara Municipal de São Bernardo do Campo rejeitou, por unanimidade, o pedido de impeachment do prefeito afastado Marcelo Lima durante sessão em 10 de agosto.
  • Lima está afastado desde 14 de agosto devido a denúncias do Ministério Público sobre corrupção e lavagem de dinheiro.
  • O pedido de impeachment foi apresentado pelo PSOL e recebeu apoio de partidos como PT e PL, que também votaram contra a proposta.
  • As acusações contra Lima incluem a liderança de um esquema criminoso para obter benefícios de contratos com empresas e a Fundação ABC.
  • A sessão foi a primeira após a operação da Polícia Federal e gerou pedidos de investigações adicionais, como a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito e a suspensão dos salários dos envolvidos.

A Câmara Municipal de São Bernardo do Campo rejeitou, por unanimidade, o pedido de impeachment do prefeito afastado Marcelo Lima (Podemos) durante sessão realizada na quarta-feira, 10 de agosto. Lima está afastado desde 14 de agosto devido a denúncias do Ministério Público que o acusam de liderar um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na prefeitura.

O pedido de impeachment foi apresentado pelo PSOL e, apesar das evidências, recebeu apoio de partidos como PT e PL, que também votaram contra a proposta. A vereadora Ana Nice (PT), presidente em exercício da Câmara, não participou da votação. O episódio gerou críticas do PSOL, que classificou a decisão como uma “vergonha” e reafirmou seu compromisso com a luta pela cassação da chapa de Lima.

As denúncias contra o prefeito incluem a liderança de uma organização criminosa que teria como objetivo obter benefícios a partir de contratos com empresas e a Fundação ABC. Lima é acusado de gerenciar pagamentos, transferências via Pix e controlar o fluxo de dinheiro do esquema. Além disso, ele teria influenciado nomeações em cargos públicos, incluindo a de sua esposa, Rosangela dos Santos Lima Fernandes, e de um operador do esquema na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

A sessão da Câmara foi a primeira após a operação da Polícia Federal que investigou as denúncias. Durante o encontro, também foram solicitadas investigações adicionais, como a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e a suspensão dos salários dos envolvidos nas acusações. A defesa de Marcelo Lima não se manifestou até o fechamento desta matéria.

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