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Caso Silvio Almeida completa um ano sem desfecho sobre acusação de assédio

Investigação sobre Silvio Almeida completa um ano sem conclusão; Comissão de Ética Pública tem nova relatora e mantém sigilo do caso

Ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida durante entrevista em seu antigo gabinete em Brasília (Foto: Reprodução)
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  • A investigação sobre as denúncias de assédio sexual contra Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos, completa um ano sem conclusão.
  • O caso está sob análise da Polícia Federal e da Comissão de Ética Pública (CEP), que atuam em sigilo.
  • Almeida foi demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva um dia após a divulgação das acusações, que incluem relatos da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.
  • A nova relatora do caso é Maria Lúcia Barbosa, que marca a primeira maioria feminina na CEP.
  • A defesa de Almeida afirma que o inquérito ainda está em fase de apuração e não há processo criminal instaurado.

A investigação sobre as denúncias de assédio sexual contra Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos do governo Lula, completa um ano sem conclusão. O caso está sob análise da Polícia Federal e da Comissão de Ética Pública (CEP), que atuam em sigilo. A defesa de Almeida, representada pela advogada Juliana Faleiros, afirmou que o inquérito ainda está em fase de apuração e não há processo criminal instaurado.

As denúncias, reveladas em setembro do ano passado pelo portal Metrópoles, incluem acusações feitas pela ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. A CEP oficializou a investigação em sua 27ª Reunião Extraordinária, realizada no dia seguinte à divulgação das acusações. O conselheiro Edvaldo Nilo era o relator do caso até março deste ano, quando foi substituído por Maria Lúcia Barbosa, que agora lidera a investigação e marca a primeira maioria feminina na comissão.

Desdobramentos da Investigação

A situação levou à demissão de Almeida por Lula, que considerou insustentável a permanência do ex-ministro no cargo diante das acusações. Desde então, a pasta dos Direitos Humanos é comandada por Macaé Evaristo. Almeida nega as acusações e, em entrevistas, criticou a postura de Anielle Franco, que, por sua vez, afirmou que as retaliações contra denunciantes são uma estratégia repulsiva.

Em abril deste ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou que a Polícia Federal repetisse os depoimentos no inquérito, atendendo a um pedido de Almeida. O ex-ministro argumentou que os depoimentos de suas testemunhas não foram gravados adequadamente, o que poderia comprometer sua defesa.

A investigação continua sem previsão de conclusão, enquanto a CEP mantém o processo em sigilo até a decisão final. A situação permanece tensa, refletindo embates políticos e a complexidade das relações dentro do governo.

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