- A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou a quebra de sigilo bancário e telemático de Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, em investigação sobre cobranças ilegais de mensalidades associativas.
- O esquema de fraudes envolve desvios de R$ 6,3 bilhões, afetando aposentados e pensionistas.
- Foram aprovados cerca de 400 pedidos de informações e quebras de sigilo de outros envolvidos, como Antônio Carlos Camilo Antunes e Maurício Camisoti.
- A CPMI solicitou relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre transações financeiras de Stefanutto e de sua filha, Yasmin Ahmed Hatheyer Oliveira.
- A investigação continua, com pedidos de prisão preventiva para Antunes, Camisoti e outros 18 investigados, visando esclarecer a magnitude do esquema.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, nesta quinta-feira (11), a quebra de sigilo bancário e telemático de Alessandro Stefanutto, ex-presidente da instituição, no contexto da investigação sobre a cobrança ilegal de mensalidades associativas. O esquema, que envolve desvios de R$ 6,3 bilhões, afeta aposentados e pensionistas.
Durante a sessão, foram aprovados cerca de 400 pedidos de informações e quebras de sigilo de diversos envolvidos, incluindo Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e Maurício Camisoti, empresário beneficiado pelos desvios. O presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), enfatizou a necessidade de identificar o patrimônio desviado da Previdência.
Detalhes da Investigação
Os requerimentos incluem acesso a informações bancárias, fiscais e telemáticas de mais de cem pessoas e entidades ligadas ao esquema. A CPMI também solicitou relatórios de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre as transações financeiras de Stefanutto e de sua filha, Yasmin Ahmed Hatheyer Oliveira, que é sua sócia.
O ex-ministro da Previdência, Ahmed Mohamad Oliveira, que presidiu o INSS entre 2021 e 2022, foi ouvido durante a sessão. Ele afirmou que a autarquia não tinha condições adequadas para fiscalizar os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com outras entidades e que tomou conhecimento das irregularidades apenas após a deflagração da Operação Sem Desconto.
Próximos Passos
A CPMI já havia aprovado pedidos de prisão preventiva para Antunes, Camisoti e outros 18 investigados. A investigação continua a revelar a complexidade das fraudes, com o objetivo de esclarecer a participação de cada envolvido e o fluxo de recursos desviados do INSS. A expectativa é que as quebras de sigilo ajudem a elucidar a magnitude do esquema que impacta a previdência social.
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