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Reino Unido demite embaixador nos EUA por vínculos com Jeffrey Epstein

Peter Mandelson é demitido após revelações sobre sua amizade com Jeffrey Epstein, aumentando a pressão sobre o primeiro-ministro Keir Starmer

Presidente dos EUA, Donald Trump, e o então embaixador britânico nos EUA, Peter Mandelson, na Casa Branca em 8 de maio de 2025 (Foto: Reprodução)
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  • Peter Mandelson foi demitido pelo primeiro-ministro Keir Starmer em 11 de setembro de 2025.
  • A demissão ocorreu após a divulgação de e-mails que mostraram uma relação mais próxima entre Mandelson e Jeffrey Epstein, um pederasta condenado.
  • Os documentos revelaram que Mandelson se referia a Epstein como seu “melhor amigo” e defendeu sua inocência durante a primeira condenação.
  • O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido afirmou que a profundidade da relação era desconhecida na época da nomeação de Mandelson.
  • A demissão gerou pressão de parlamentares de diversos partidos e pode impactar a liderança de Starmer no Partido Trabalhista.

Peter Mandelson, ex-embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, foi demitido pelo primeiro-ministro Keir Starmer nesta quinta-feira, 11 de setembro de 2025. A decisão ocorreu após a divulgação de e-mails que revelaram uma relação mais próxima entre Mandelson e Jeffrey Epstein, um pederasta condenado que morreu na prisão em 2019.

Os documentos, liberados por legisladores americanos, incluem uma carta onde Mandelson se refere a Epstein como seu “melhor amigo”. Além disso, os e-mails mostram que o ex-embaixador defendeu a inocência de Epstein durante sua primeira condenação, afirmando que a sentença foi injusta. O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido declarou que a profundidade da relação entre os dois era desconhecida no momento da nomeação de Mandelson.

A pressão para a demissão de Mandelson aumentou, com parlamentares de diversos partidos exigindo sua saída. Starmer, em pronunciamento no Parlamento, destacou que o ex-embaixador já havia expressado arrependimento por sua amizade com Epstein. A líder do Partido Conservador, Kemi Badenoch, considerou a situação insustentável e pediu a demissão imediata.

Repercussões na Política Britânica

A demissão de Mandelson, uma figura influente no Partido Trabalhista, levanta questões sobre a transparência nas nomeações diplomáticas. Ele foi um dos principais arquitetos da vitória de Tony Blair em 1997 e ocupou cargos importantes, como o de comissário de Comércio da União Europeia.

A situação ocorre em um momento delicado para Starmer, que enfrenta baixa popularidade e se prepara para a visita oficial de Donald Trump ao Reino Unido. A relação de Mandelson com Epstein, que já era objeto de especulação, agora se torna um ponto central de discussão, especialmente em um cenário de crescente escrutínio público.

A investigação sobre Epstein e suas conexões continua, com a ex-namorada Ghislaine Maxwell cumprindo pena de 20 anos por seu papel nos crimes do financista. A demissão de Mandelson pode impactar ainda mais a liderança de Starmer no Partido Trabalhista, à medida que a pressão para lidar com o legado do ex-embaixador aumenta.

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