- A Polícia Federal (PF) apreendeu obras de arte e bens de luxo na mansão do advogado Nelson Wilians em São Paulo, durante a Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS.
- Entre os itens apreendidos estão cinco quadros do pintor Di Cavalcanti, além de carros de luxo, como uma Ferrari e um Rolls-Royce avaliado em R$ 11 milhões.
- A operação resultou na prisão de novos suspeitos, incluindo Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e Maurício Camisotti, empresário envolvido em descontos indevidos em contracheques de aposentados.
- Wilians é formalmente investigado por sua ligação com desvios financeiros, com transações financeiras com Camisotti totalizando R$ 28 milhões.
- A assessoria de Wilians afirmou que ele está colaborando com as autoridades e defende que suas relações comerciais são legítimas.
Na manhã de sexta-feira (12), a Polícia Federal (PF) realizou uma operação na mansão do advogado Nelson Wilians, em São Paulo, onde apreendeu obras de arte, esculturas, relógios de luxo e garrafas de destilados. A ação faz parte da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS, com Wilians agora formalmente investigado por sua ligação com desvios financeiros.
Entre os itens apreendidos, destacam-se cinco quadros do pintor Di Cavalcanti, que podem valer milhões se forem autênticos. A PF suspeita que a riqueza de Wilians esteja ligada a um esquema que desviou bilhões de aposentadorias e pensões. Além dele, foram presos Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e Maurício Camisotti, empresário envolvido em associações que realizavam descontos indevidos nos contracheques de aposentados.
Apreensões e Suspeitas
A operação resultou na apreensão de carros de luxo, incluindo uma Ferrari e um Rolls-Royce avaliado em R$ 11 milhões, além de mais de 10 armas, incluindo um fuzil. A PF já havia encontrado veículos de alto valor atribuídos ao Careca do INSS, mas a apreensão na casa de Wilians eleva o caso a um novo patamar. Os investigadores acreditam que Wilians pode ser sócio oculto de Camisotti nas associações que operaram os desvios.
Wilians, que já estava sob investigação, teve seu nome incluído formalmente após a descoberta de transações financeiras com Camisotti, totalizando R$ 28 milhões. A PF trabalha com a hipótese de que o advogado ajudou a lavar dinheiro proveniente das fraudes.
Defesa e Colaboração
Em nota, a assessoria de Wilians afirmou que ele está colaborando com as autoridades e confia em sua inocência. A defesa argumenta que sua relação com Camisotti é estritamente profissional e que as transações financeiras são legítimas. A operação, autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, envolveu 13 mandados de busca e dois de prisão, marcando um desdobramento significativo nas investigações sobre fraudes no INSS.
Entre na conversa da comunidade