- Culiacán enfrenta uma escalada de violência desde setembro de 2024, com um aumento de 200% nos homicídios e mais de 2.000 casos de desaparecimentos.
- A guerra entre os cartéis, especialmente entre Los Chapitos e Los Mayos, intensificou-se após o sequestro de Ismael “El Mayo” Zambada.
- Em 9 de setembro de 2024, a cidade foi tomada por confrontos armados, resultando em caos e medo generalizado.
- A resposta das autoridades tem sido considerada insuficiente, com a presença militar sem conseguir restaurar a ordem.
- Grupos de apoio, como o Crying Culichis Club, surgiram para ajudar os moradores a lidar com o trauma da violência.
Culiacán enfrenta uma escalada de violência sem precedentes desde setembro de 2024, com um aumento de 200% nos homicídios e mais de 2.000 casos de desaparecimentos. A guerra entre facções do tráfico de drogas, especialmente entre Los Chapitos e Los Mayos, intensificou-se após o sequestro de Ismael “El Mayo” Zambada, um dos líderes históricos do narcotráfico local.
No dia 9 de setembro de 2024, a cidade acordou sob uma calma tensa, que rapidamente se transformou em caos com disparos de armas. O sequestro de Zambada, atribuído a seus próprios afilhados, desencadeou uma série de confrontos violentos. Desde então, a violência se espalhou por Culiacán e áreas rurais adjacentes, afetando até mesmo a cidade turística de Mazatlán, onde relatos de recrutamento forçado de jovens se tornaram comuns.
Dados alarmantes indicam que, de setembro de 2023 a agosto de 2024, foram registrados mais de 1.800 homicídios em Sinaloa, em comparação com apenas 600 no ano anterior. A situação se agravou com ataques a negócios e residências de membros de facções rivais. A resposta das autoridades tem sido insuficiente, com a presença militar não conseguindo restaurar a ordem, enquanto o governador Rubén Rocha minimizava a gravidade da situação.
A vida cotidiana em Culiacán se transformou em um pesadelo. Heidy Mares, uma residente local, descreve como sua família se mudou para escapar da violência crescente. A cidade, marcada por uma história de conflitos entre cartéis, agora vive sob a sombra de um novo ciclo de terror. María Piña, uma cozinheira de uma cozinha comunitária, também fugiu da violência em sua terra natal, refletindo a realidade de muitos que buscam abrigo em áreas mais seguras.
O impacto psicológico da guerra é profundo. Grupos de apoio, como o Crying Culichis Club, surgiram para ajudar os moradores a lidar com a dor e o trauma. A situação em Culiacán continua a se deteriorar, com o número de desaparecidos crescendo e a população vivendo em constante medo.
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