- O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado e organização criminosa.
- Uma pesquisa do Datafolha, realizada entre 8 e 9 de setembro, mostra que 54% dos brasileiros são contra a anistia a Bolsonaro.
- A pesquisa também revela que 61% dos entrevistados rejeitam perdão a condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023.
- Metade dos participantes acredita que Bolsonaro será preso, enquanto 43% são contra essa ideia.
- A resistência à anistia é maior no Nordeste, onde 63% se opõem à medida, refletindo um cenário político polarizado.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes graves, incluindo tentativa de golpe de Estado e organização criminosa. A decisão gerou um intenso debate sobre a possibilidade de anistia, conforme revela uma pesquisa do Datafolha.
Realizada entre os dias 8 e 9 de setembro, a pesquisa mostra que 54% dos brasileiros são contra a anistia a Bolsonaro, enquanto apenas 39% apoiam a medida. Além disso, 61% dos entrevistados rejeitam qualquer tipo de perdão aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, que resultaram na invasão das sedes dos Três Poderes. Apenas 33% defendem a anistia para esses envolvidos.
O levantamento, que ouviu 2.005 eleitores em 113 municípios, apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa também indica que 50% dos entrevistados acreditam que Bolsonaro deve ser preso, enquanto 43% são contra essa ideia. A percepção sobre a prisão do ex-presidente mudou, com 50% acreditando que ele realmente será encarcerado.
A condenação de Bolsonaro, a mais severa já imposta a um ex-presidente no Brasil, reflete a gravidade de suas ações durante seu mandato. A resistência à anistia é especialmente forte entre os moradores do Nordeste, onde 63% se opõem à medida. O cenário político continua polarizado, com partidos do centrão tentando pressionar o Congresso a pautar um projeto de anistia, enfrentando resistência no Senado e no STF.
A expectativa é que o relator do caso, Alexandre de Moraes, decida sobre a possibilidade de prisão domiciliar para Bolsonaro, que já cumpre medidas cautelares desde agosto. A situação permanece tensa e divisiva, refletindo a complexidade do atual cenário político brasileiro.
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