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Dois homens são condenados por tentar enfeitiçar e assassinar presidente da Zâmbia

Dois homens foram condenados a dois anos de prisão na Zâmbia por tentarem assassinar o presidente Hakainde Hichilema com bruxaria.

Presidente da Zâmbia, Hakainde Hichilema, declara não acreditar em bruxaria (Foto: Reprodução)
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  • Dois homens foram condenados a dois anos de prisão na Zâmbia por tentarem usar bruxaria para assassinar o presidente Hakainde Hichilema.
  • O caso é inédito no país e ocorreu após a prisão de Leonard Phiri e Jasten Mabulesse Candunde em dezembro.
  • Eles foram encontrados com encantos, incluindo um camaleão vivo, e admitiram a posse dos itens.
  • O magistrado Fine Mayambu afirmou que os condenados eram inimigos de todos os zambianos e que as evidências mostraram que se apresentavam como praticantes de bruxaria.
  • Além da pena de dois anos, os homens receberam seis meses adicionais por posse de encantos, com as penas a serem cumpridas simultaneamente.

Dois homens foram condenados a dois anos de prisão na Zâmbia por tentarem usar bruxaria para assassinar o presidente Hakainde Hichilema. O caso, inédito no país, ocorreu após a prisão de Leonard Phiri e Jasten Mabulesse Candunde em dezembro, quando foram encontrados com encantos, incluindo um camaleão vivo.

O magistrado Fine Mayambu afirmou que os condenados eram inimigos não apenas do presidente, mas de todos os zambianos. A acusação alegou que eles foram contratados por um ex-deputado fugitivo para realizar o ato. Apesar de se apresentarem como curandeiros tradicionais, o tribunal considerou que as evidências demonstravam que eles se apresentavam como praticantes de bruxaria.

Phiri admitiu a posse dos encantos e explicou que o ritual com o camaleão poderia causar a morte em até cinco dias. O advogado dos réus, Agrippa Malando, pediu clemência, argumentando que eram infratores de primeira viagem, mas o pedido foi negado. Além da pena de dois anos, os homens receberam seis meses adicionais por posse de encantos, com as penas a serem cumpridas simultaneamente.

A legislação sobre bruxaria na Zâmbia, que remonta ao período colonial, visa proteger a sociedade de práticas que possam causar medo e danos. O magistrado destacou que, embora a crença em bruxaria seja comum na Zâmbia e em outros países africanos, a questão central era se os réus se apresentavam como possuidores de poderes sobrenaturais.

O presidente Hichilema, que já declarou não acreditar em bruxaria, não comentou o caso. A condenação ocorre em um contexto onde a bruxaria também é um tema sensível, especialmente em relação à disputa sobre o funeral do ex-presidente Edgar Lungu, cuja família e o governo divergem sobre o local de sepultamento.

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