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Trama para fraudar licitação de parques eólicos em Castilla e León vai a julgamento

Julgamento da Trama Eólica começa com 15 acusados, incluindo Rafael Delgado, que pode enfrentar 138 anos de prisão e multas de 848 milhões de euros

Rafael Delgado chega ao julgamento do caso 'Perla Negra' em 2024 (Foto: Reprodução)
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  • A Audiencia Provincial de Valladolid inicia o julgamento da Trama Eólica, uma rede de corrupção na Junta de Castilla e León, nesta segunda-feira.
  • Quinze pessoas estão sendo acusadas, incluindo o exviceconselheiro de Economia, Rafael Delgado, que pode pegar 138 anos de prisão e multas de 848 milhões de euros.
  • As acusações envolvem corrupção e manipulação nas licenças de parques eólicos, onde funcionários públicos favoreciam empresários em troca de propinas.
  • A investigação, que começou em 2015, revela que entre 2003 e 2011, a conselharia de Economia exigia que grandes empresas se unissem a pequenas para obter licenças.
  • O julgamento terá 43 sessões, com 84 testemunhas e 19 peritos, e outros acusados também enfrentam penas significativas.

A Audiencia Provincial de Valladolid inicia nesta segunda-feira o julgamento da Trama Eólica, uma suposta rede de corrupção na Junta de Castilla e León. O caso, que vem sendo investigado desde 2015, envolve 15 acusados, incluindo o exviceconselheiro de Economia, Rafael Delgado, que pode enfrentar 138 anos de prisão e multas que somam 848 milhões de euros.

As acusações incluem corrupção e manipulação nas licenças de parques eólicos, onde altos funcionários teriam favorecido empresários em troca de mordidas. A investigação revela que, entre 2003 e 2011, a conselharia de Economia controlava as licenças, exigindo que grandes empresas se associassem a pequenas companhias locais, sob ameaças de não obter autorização. Essa prática resultou em lucros desproporcionais para os empresários envolvidos.

Delgado, que já foi condenado a dois anos e meio de prisão em outro caso, é acusado de ter se beneficiado de bens e dinheiro que não condizem com seus rendimentos. A Fiscalia Anticorrupção detalha que a estratégia envolvia a venda de participações de pequenas empresas a preços baixos, que, após a aprovação das licenças, eram revendidas por valores exorbitantes. Um exemplo é o caso de Alberto Esgueva, que investiu 24 mil euros e vendeu sua parte por 47 milhões após a aprovação do parque eólico.

Detalhes do Julgamento

O julgamento contará com 43 sessões e a presença de 84 testemunhas e 19 peritos. As acusações incluem prevaricação, cohecho, blanqueo de capitales, entre outros crimes. Além de Delgado, outros acusados, como Andrés Martín Paz e Ricardo Bravo, também enfrentam penas significativas, com multas que chegam a 100 milhões de euros.

Empresários que não foram favorecidos pela rede de corrupção relatam que suas solicitações demoravam até três anos para serem atendidas, enquanto os beneficiados obtinham respostas em apenas três meses. A investigação continua a revelar as complexidades e os impactos da corrupção no setor eólico da região.

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