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Crime se organiza de forma inesperada, afirma presidente da comissão de segurança

Deputado Aluísio Mendes destaca a necessidade urgente de uma proposta de emenda à Constituição para fortalecer a segurança pública no Brasil.

Velório do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz, após seu assassinato (Foto: Reprodução)
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  • O ex-delegado-geral Ruy Ferraz foi assassinado em Praia Grande, São Paulo, na noite de segunda-feira, 15 de setembro.
  • O deputado Aluísio Mendes (Republicanos-MA) comentou sobre o crime, atribuindo-o ao aumento da ousadia do crime organizado.
  • Mendes defendeu a urgência de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para fortalecer a segurança pública no Brasil.
  • O relator da PEC, deputado Mendonça Filho (União-PE), lamentou a morte de Ferraz e destacou a necessidade de proteção para agentes públicos.
  • Ambos os deputados concordaram que a discussão sobre segurança deve ser despartidarizada e focada em soluções práticas.

O Brasil enfrenta um cenário alarmante de violência e organização criminosa, intensificado pelo recente assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz, ocorrido na noite de segunda-feira (15) em Praia Grande, São Paulo. O deputado Aluísio Mendes (Republicanos-MA), presidente da comissão especial que analisa a PEC da Segurança Pública, destacou a gravidade do crime, atribuindo-o ao crime organizado. Mendes enfatizou a urgência de uma proposta de emenda à Constituição para fortalecer as políticas de segurança no país.

Durante uma audiência com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, Mendes afirmou que a organização criminosa no Brasil se tornou mais ousada e que a sociedade precisa se unir para enfrentar essa realidade. Ele alertou que, se não houver uma resposta eficaz, o país pode perder a batalha contra o crime. O deputado considerou a PEC como um “grande alento” para a segurança pública, que, segundo ele, está em colapso.

O relator da PEC, deputado Mendonça Filho (União-PE), também lamentou a morte de Ferraz, classificando-a como uma violência extrema contra um agente do Estado. Ele ressaltou que a proteção de agentes públicos, tanto ativos quanto aposentados, deve ser abordada em uma legislação específica, especialmente para aqueles que enfrentam facções criminosas. Mendonça Filho alertou que a situação atual é um sinal claro de que o Brasil precisa reagir para evitar a dominação do crime organizado.

Ambos os deputados concordam que a discussão sobre segurança pública deve ser despartidarizada e focada em soluções práticas. Mendes concluiu que a prioridade deve ser a criação de um arcabouço jurídico robusto para combater as organizações criminosas, que já estão infiltradas em diversos setores da sociedade.

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