- Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral de São Paulo, foi assassinado em uma emboscada na Praia Grande na noite de segunda-feira, 15.
- O crime ocorreu enquanto ele exercia a função de secretário de Administração e pode estar ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e a licitações na prefeitura.
- Fontes havia expressado preocupações com sua segurança após um assalto em dezembro de 2023, quando criminosos ameaçaram sua vida.
- O prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão, informou que Ruy não havia relatado ameaças antes de sua morte e que, no momento do ataque, não estava em um carro blindado nem contava com escolta.
- Um suspeito com ligações ao PCC foi identificado, mas a autoria do crime ainda não foi confirmada. As investigações indicam que o assassinato pode estar relacionado a uma licitação que prejudicou uma entidade ligada a criminosos.
Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral de São Paulo, foi assassinado em uma emboscada na Praia Grande na noite de segunda-feira, 15. O crime, que ocorreu enquanto ele atuava como secretário de Administração, levanta suspeitas de envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) e possíveis motivações ligadas a licitações na prefeitura.
Fontes, que chefiou a Polícia Civil paulista entre 2019 e 2022, era conhecido por sua atuação contra o PCC. Ele havia expressado preocupações com sua segurança, especialmente após um assalto em dezembro de 2023, quando foi abordado por criminosos que ameaçaram sua vida. Ruy relatou que bandidos sabiam onde morava e que sua família estava preocupada com sua segurança.
O prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão, afirmou que Ruy não havia relatado ameaças antes de sua morte. Na ocasião do ataque, ele não estava em um carro blindado e não contava com escolta, o que levantou questões sobre a proteção a ex-agentes de segurança pública. O promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), confirmou que um suspeito com ligações ao PCC foi identificado, mas a autoria do crime ainda não foi confirmada.
As investigações sugerem que o assassinato pode estar relacionado a uma licitação na prefeitura que teria prejudicado uma entidade ligada a criminosos. Gakiya já havia alertado Ruy sobre ameaças à sua vida, que datam desde 2006, e mencionou um plano de assassinato que foi frustrado em 2010. A falta de proteção para ex-delegados é uma preocupação crescente, especialmente após casos anteriores de assassinatos de ex-agentes.
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