- O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, expressou preocupação com o assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, ocorrido na Praia Grande.
- Lewandowski ofereceu apoio federal às investigações e destacou a gravidade da violência no Brasil.
- Ele contatou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para oferecer a estrutura do ministério nas apurações.
- O ministro criticou a política armamentista do governo anterior, liderado por Jair Bolsonaro, como um fator que contribui para o aumento da violência.
- Lewandowski defendeu a PEC da Segurança Pública, que visa integrar as forças de segurança e aumentar o papel da União na formulação de políticas.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, expressou sua preocupação com o assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, ocorrido na Praia Grande. Em entrevista na Câmara dos Deputados, Lewandowski ofereceu apoio federal às investigações e destacou a gravidade da violência no Brasil. “Esse assassinato brutal evidencia o nível de violência que enfrentamos”, afirmou o ministro.
Lewandowski também contatou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para oferecer a estrutura do ministério nas investigações. Ele ressaltou a importância da colaboração federal, especialmente em áreas como polícia científica, onde há um banco de dados sobre balística e DNA. A responsabilidade pela apuração do caso é da Polícia Civil.
Crítica à Política Armamentista
O ministro criticou a política armamentista do governo anterior, liderado por Jair Bolsonaro, como um fator que contribui para o aumento da violência. Lewandowski citou a execução de Antônio Vinicius Gritzbach, delator do PCC, como um exemplo das consequências dessa política. Ele enfatizou que a disseminação de armas, incluindo as de calibre militar, tem facilitado a atuação do crime organizado.
PEC da Segurança Pública
Diante do contexto de violência, Lewandowski defendeu a PEC da Segurança Pública, que busca integrar as forças de segurança e aumentar o papel da União na formulação de políticas. O ministro destacou que a proposta é de interesse suprapartidário e deve tramitar rapidamente no Legislativo. A PEC foi enviada ao Congresso e será analisada por uma comissão especial presidida pelo deputado Aluísio Mendes.
O ministro reiterou que a integração das forças de segurança é essencial para combater o crime organizado, um dos principais objetivos da PEC. Ele acredita que a proposta pode contribuir significativamente para a melhoria da segurança pública no país.
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