- Uma pesquisa do instituto Quaest, divulgada em 16 de setembro, mostra que 41% dos brasileiros são contra a anistia para os envolvidos na tentativa de golpe de Estado em 2022, enquanto 36% apoiam a medida.
- O projeto de anistia será votado com urgência na Câmara dos Deputados em 17 de setembro.
- A proposta surge após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
- Entre os entrevistados, 58% dos que se identificam como lulistas são contrários à anistia, enquanto 62% dos bolsonaristas a apoiam.
- A pesquisa indica que as mulheres são mais contrárias à anistia, com 40% se opondo à medida, em comparação a 40% dos homens que a apoiam.
A pesquisa do instituto Quaest, divulgada nesta terça-feira (16), revela que 41% dos brasileiros são contra a anistia para os envolvidos na tentativa de golpe de Estado em 2022, enquanto 36% apoiam a medida, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro. O levantamento, realizado entre 12 e 14 de setembro, ouviu 2.004 pessoas e possui uma margem de erro de 2 pontos percentuais.
A urgência do projeto de anistia será votada na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (17). A proposta surge após a condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que gerou intensos debates sobre a possibilidade de perdão judicial. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, destacou que a pesquisa mostra que o ex-presidente não encontra apoio na opinião pública para discutir a anistia.
Entre os entrevistados que se identificam como lulistas, 58% são contrários à anistia, enquanto 62% dos bolsonaristas a apoiam. A divisão regional é significativa: 44% dos moradores do Nordeste se opõem à anistia, enquanto 42% no Centro-Oeste e Norte e 35% no Sul a apoiam. A pesquisa também indica que as mulheres são mais contrárias à anistia, com 40% se opõem à medida, em comparação a 40% dos homens que a apoiam.
A pressão popular e as divisões ideológicas continuam a moldar o debate sobre a anistia, com a proposta gerando reações polarizadas entre os eleitores. A votação no Congresso pode trazer desdobramentos significativos para o cenário político brasileiro, refletindo a complexidade das opiniões sobre a questão.
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