- Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, foi assassinado em Praia Grande na noite de segunda-feira, 15, enquanto dirigia seu carro.
- Ele havia manifestado preocupações sobre sua segurança após aposentadoria, especialmente devido a ameaças do Primeiro Comando da Capital (PCC).
- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, informou que Fontes não solicitou proteção do Estado e propôs regulamentação para proteção automática a ex-servidores em risco.
- Dois suspeitos foram identificados a partir de digitais encontradas em um veículo abandonado, e um pedido de prisão preventiva foi encaminhado para um deles.
- Uma força-tarefa foi montada para investigar o crime, com apoio do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que classificou o assassinato como preocupante.
Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, foi assassinado na noite de segunda-feira, 15, em Praia Grande, onde atuava como secretário de Administração. O crime ocorreu quando Fontes dirigia seu carro, que foi perseguido e atingido por disparos. Ele havia expressado preocupações sobre sua segurança após a aposentadoria, especialmente devido a ameaças do PCC.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, informou que Fontes não havia solicitado proteção do Estado, nem formal ou informalmente. Em resposta ao crime, ele propôs a regulamentação de proteção automática para ex-servidores em risco. “É necessário haver uma previsão legal para isso”, afirmou o governador. Atualmente, apenas ex-policiais e membros do Ministério Público podem pedir escolta quando sob ameaça.
Dois suspeitos foram identificados a partir de digitais encontradas em um veículo abandonado. Um pedido de prisão preventiva já foi encaminhado para um dos suspeitos, que possui histórico criminal, mas não necessariamente vinculado ao PCC. Tarcísio garantiu que uma força-tarefa foi montada para solucionar o caso e que a polícia usará tecnologia avançada nas investigações.
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, também se manifestou sobre o assassinato, classificando-o como “preocupante” e oferecendo apoio nas investigações. Ele destacou a brutalidade do crime e a necessidade de uma resposta eficaz das autoridades. Fontes, que dedicou 40 anos à Polícia Civil, foi um dos principais responsáveis por desmantelar a estrutura do PCC, tornando-se um alvo da facção criminosa.
Entre na conversa da comunidade