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Vídeo revela momento da execução de ex-delegado no litoral paulista

Ex-delegado-geral foi perseguido e executado em Praia Grande; investigação aponta retaliações do PCC e envolvimento em licitação municipal

Ruy Ferraz Fontes foi executado a tiros em Praia Grande, SP (Foto: Reprodução)
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  • Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, foi assassinado em uma emboscada na Praia Grande na noite de 15 de outubro.
  • Ele foi perseguido por criminosos armados e atingido por 69 tiros, colidindo com um ônibus durante a fuga.
  • Fontes, de 64 anos, tinha um histórico de combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e já havia recebido ameaças de morte.
  • A investigação aponta para retaliações do PCC, possivelmente ligadas a uma licitação municipal. Dois suspeitos foram identificados.
  • A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo criou uma força-tarefa para investigar o caso, que gerou preocupação sobre a segurança de autoridades que combatem o crime organizado.

Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, foi assassinado em uma emboscada na Praia Grande, litoral paulista, na noite de segunda-feira, 15 de outubro. O crime ocorreu por volta das 18h, quando Fontes, que atuava como secretário de Administração da cidade, foi perseguido por criminosos armados. Ele foi atingido por 69 tiros e seu veículo colidiu com um ônibus durante a fuga.

Fontes, de 64 anos, tinha um histórico de combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e já havia sido alvo de ameaças de morte. A investigação inicial aponta que o crime pode estar ligado a retaliações da facção criminosa, especialmente após sua atuação na prefeitura, onde uma licitação municipal pode ter gerado descontentamento entre grupos criminosos. Dois suspeitos já foram identificados e estão sendo procurados pela polícia.

Detalhes do Crime

Imagens de câmeras de segurança mostram que os criminosos aguardaram cerca de 15 minutos antes de atacar. Fontes dirigia um Fiat Argo, que não era blindado, quando foi surpreendido. Após ser atingido, ele perdeu o controle do veículo, que capotou após a colisão com o ônibus. Durante o ataque, uma mulher e seu filho também foram feridos, mas não correm risco de morte.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo lamentou a morte de Fontes e anunciou a criação de uma força-tarefa para investigar o caso. O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, afirmou que todas as hipóteses estão sendo consideradas, incluindo a possibilidade de envolvimento do PCC. Fontes já havia escapado de tentativas de assassinato anteriormente, o que levanta preocupações sobre a segurança de autoridades que combatem o crime organizado.

Repercussão e Investigação

A morte de Ruy Ferraz Fontes gerou forte repercussão entre autoridades e especialistas em segurança pública. Ele foi uma figura central na luta contra o PCC, tendo indiciado líderes da facção no início dos anos 2000. A investigação está sendo conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande.

Fontes, que atuou na Polícia Civil por mais de 40 anos, também era professor de Criminologia e Direito Processual Penal. Sua execução é vista como um sinal alarmante da crescente violência ligada ao crime organizado em São Paulo. A polícia continua a busca por mais informações sobre os envolvidos no atentado, enquanto a comunidade local expressa preocupação com a segurança na região.

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