- O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi assassinado em uma emboscada em Praia Grande no dia 15 de outubro.
- Ele foi atingido por 69 tiros, e a investigação já identificou dois suspeitos, um deles com ligações ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
- Ferraz Fontes, que se aposentou há dois anos, teve uma carreira de 40 anos na polícia e indiciou Marcola, líder do PCC, nos anos 2000.
- O promotor Lincoln Gakiya alerta para a crescente força do crime organizado no Brasil e menciona que o país pode estar se tornando um narcoestado.
- O Ministério da Justiça e Segurança Pública discute um projeto para fortalecer o combate às facções criminosas, incluindo a criação de uma legislação antimáfia.
Ex-delegado-geral da Polícia Civil de SP é assassinado em emboscada
O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi assassinado em uma emboscada em Praia Grande, no dia 15 de outubro. Ele foi alvo de 69 tiros, e a investigação já identificou dois suspeitos, um deles com ligações ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ferraz Fontes, que se aposentou há dois anos, teve uma carreira de 40 anos na polícia e foi responsável por indiciar Marcola, líder do PCC, nos anos 2000.
A execução do ex-delegado é um indicativo da crescente força do crime organizado no Brasil. O promotor Lincoln Gakiya, que investiga o PCC há 20 anos, alerta que o país pode estar caminhando para se tornar um narcoestado. Ele enfatiza que a infiltração do PCC em diversas áreas da sociedade, incluindo a economia informal, aumenta a periculosidade da facção.
A emboscada e a investigação
Ferraz Fontes foi fuzilado enquanto era secretário municipal. O ataque foi meticulosamente planejado, com os criminosos aguardando sua passagem e o perseguindo antes de abrir fogo. A polícia ainda investiga a fundo o caso, mas já se sabe que um dos suspeitos tem histórico no sistema prisional e é vinculado ao PCC. Gakiya destaca que, embora a ligação com a facção ainda precise ser confirmada, não há dúvida de que a execução foi realizada por criminosos profissionais.
O promotor compara o caso à tentativa de assassinato do delator Vinícius Gritzbach em 2024, que também envolveu o PCC. Ele ressalta que a facção já não se limita mais ao sistema prisional, mas se expandiu para as ruas, mostrando um poder crescente e desafiador.
Reação e propostas de combate ao crime organizado
O Ministério da Justiça e Segurança Pública está discutindo um projeto para fortalecer o combate às facções criminosas. A proposta inclui endurecimento da legislação e proteção a agentes do Estado que atuam no enfrentamento ao crime organizado. Gakiya defende a criação de uma legislação antimáfia que reconheça a natureza mafiosa do PCC, uma necessidade urgente diante da escalada da violência e da corrupção no país.
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