- A Colômbia perdeu a certificação de aliado antidrogas dos Estados Unidos, gerando tensões diplomáticas.
- O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, criticou a decisão, enquanto o comandante das Forças Armadas, Francisco Cubides, afirmou que o país continuará a combater o tráfico de cocaína “com ou sem ajuda” americana.
- A certificação é importante para a Colômbia, que recebe cerca de US$ 380 milhões em ajuda dos EUA. Esta é a primeira vez desde mil novecentos e noventa e seis que a Colômbia é excluída da lista.
- Dados da ONU mostram que a Colômbia é responsável por dois terços das plantações de coca do mundo, com 253 mil hectares cultivados. A produção de cocaína atingiu níveis recordes desde que o governo de Petro suspendeu a erradicação forçada da coca.
- A relação entre os dois países já estava tensa desde janeiro, quando Petro impediu a entrada de aviões com imigrantes deportados pelos EUA.
O relacionamento entre Colômbia e Estados Unidos enfrenta um momento crítico após a retirada da certificação de aliado antidrogas da Colômbia, anunciada na segunda-feira. O presidente colombiano, Gustavo Petro, criticou a decisão, enquanto o comandante das Forças Armadas, Francisco Cubides, afirmou que o país continuará a combater o tráfico de cocaína “com ou sem ajuda” americana.
A certificação, que avalia anualmente os esforços de combate ao narcotráfico de cerca de 20 países, é crucial para a Colômbia, que recebe aproximadamente US$ 380 milhões em ajuda dos EUA. A retirada da certificação marca a primeira vez desde 1996 que a Colômbia é excluída dessa lista, unindo-se a países como Bolívia e Venezuela. O governo americano justificou a decisão citando o aumento do cultivo de coca e a ineficácia das tentativas de acordos com grupos narcoterroristas.
Aumento do Narcotráfico
Dados da ONU indicam que a Colômbia é responsável por dois terços das plantações de coca do mundo, com 253 mil hectares cultivados. O governo de Petro, que assumiu em 2022, alterou a abordagem na luta contra as drogas, suspendendo a erradicação forçada da coca. Desde então, a produção de cocaína atingiu níveis recordes, com cerca de 2.600 toneladas produzidas anualmente.
A crise de segurança no país se intensificou, com ataques frequentes de guerrilheiros e cartéis, como o Clã do Golfo e o ELN. O governo colombiano afirma que a luta contra o narcotráfico é uma prioridade, tendo apreendido 700 toneladas de cocaína e destruído 4.570 laboratórios clandestinos em 2023.
Tensão Diplomática
A relação entre os dois países já estava tensa desde janeiro, quando Petro impediu a entrada de aviões com imigrantes deportados pelos EUA. O chefe da missão americana na Colômbia, John McNamara, descreveu a situação como “delicada” e enfatizou a necessidade de fortalecer a cooperação. Apesar das divergências, os EUA decidiram manter a assistência à Colômbia, considerando-a vital para seus interesses nacionais.
A pressão dos EUA sobre a Colômbia para reduzir as plantações ilícitas de coca e intensificar os esforços de apreensão de drogas reflete preocupações com o aumento do narcotráfico e suas implicações para a segurança regional. O futuro da colaboração entre os dois países dependerá das ações do governo colombiano nos próximos meses.
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