- Ivan Paixão foi demitido no dia 8 de janeiro de sua função na consultoria da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) do governo de São Paulo.
- A demissão ocorreu após Ivan protestar contra o governador Tarcísio de Freitas, gritando “sem anistia” durante um evento na B3, em São Paulo.
- O protesto foi uma reação ao apoio do governador a um projeto de anistia para condenados pelos atos de 8 de janeiro.
- Ivan recebeu a notícia da demissão sem explicações claras e foi informado de que o presidente da CDHU, Reinaldo Iapequino, solicitou seu desligamento com base em um dossiê sobre ele.
- A Fipe e o governo paulista não se manifestaram sobre o caso, e a equipe de Ivan também desconhecia os motivos da demissão.
O economista e professor Ivan Paixão foi demitido no dia 8 de janeiro de sua função na consultoria da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) do governo de São Paulo. A decisão ocorreu após Ivan protestar contra o governador Tarcísio de Freitas, gritando “sem anistia” durante um evento em que o governador se dirigia à B3, em São Paulo.
Ivan, que estava no projeto há cerca de um ano e meio, relatou que seu protesto foi uma reação ao apoio de Tarcísio a um projeto de anistia para condenados pelos atos de 8 de janeiro. O economista afirmou que, após seu grito, um membro da segurança do governador o observou, o que pode ter levado ao registro de sua identidade. Dois dias depois, ele recebeu a notícia de sua demissão sem explicações claras.
A Fipe não se manifestou sobre o caso, e o governo paulista não respondeu aos pedidos de comentário. Ivan revelou que foi informado de que o presidente da CDHU, Reinaldo Iapequino, havia solicitado seu desligamento com base em um dossiê que continha informações sobre ele. O economista afirmou que sua equipe na Fipe também não tinha conhecimento do motivo da demissão e que seu chefe chegou a questionar se havia algum vídeo vazado que justificasse a decisão.
A situação levanta questões sobre a liberdade de expressão e as consequências de manifestações em ambientes profissionais, especialmente em um contexto político polarizado.
Entre na conversa da comunidade