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PF busca prender 22 envolvidos em esquema de corrupção na mineração em Minas Gerais

Operação investiga corrupção em licenças ambientais e envolve mais de 40 empresas, com bloqueio de ativos de R$ 1,5 bilhão.

Agente da Polícia Federal em ação (Foto: Reprodução)
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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Rejeito em Minas Gerais no dia 17 de outubro.
  • A operação resultou em 22 prisões e 79 mandados de busca e apreensão.
  • O esquema criminoso envolveu mais de 40 empresas e lucros ilícitos estimados em R$ 1,5 bilhão.
  • Licenças ambientais fraudulentas foram obtidas, permitindo a exploração irregular de minério de ferro em áreas protegidas.
  • O bloqueio de ativos de R$ 1,5 bilhão foi determinado pela Justiça Federal, que também suspendeu as atividades das empresas implicadas.

Agentes da Polícia Federal (PF) deflagraram nesta quarta-feira, 17 de outubro, a Operação Rejeito em Minas Gerais, visando desmantelar uma organização criminosa envolvida em corrupção e crimes ambientais. A operação resultou em 22 prisões e 79 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e outras cidades do estado.

O esquema investigado, que já vinha sendo apurado desde 2020, é acusado de corromper servidores de órgãos como a Agência Nacional de Mineração (ANM) e a Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM). As fraudes permitiram a obtenção de licenças ambientais fraudulentas, possibilitando a exploração irregular de minério de ferro em áreas protegidas. O lucro ilícito do grupo é estimado em R$ 1,5 bilhão, com projetos em andamento que podem gerar um impacto econômico superior a R$ 18 bilhões.

Detalhes da Operação

A PF identificou que a organização utilizou propinas de pelo menos R$ 3 milhões para garantir a continuidade de suas atividades ilegais. Entre os alvos da operação está Caio Mário Trivellato Seabra Filho, diretor da ANM, além de outros empresários e ex-servidores públicos. O bloqueio de ativos avaliados em R$ 1,5 bilhão foi determinado pela Justiça Federal, que também suspendeu as atividades das empresas implicadas.

Os investigados enfrentam acusações que incluem corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A PF destacou que o grupo monitorava autoridades para evitar investigações, complicando ainda mais o trabalho de fiscalização.

Consequências Ambientais

As licenças fraudulentas expedidas pela organização resultaram em graves consequências ambientais, aumentando os riscos de desastres sociais. O esquema criminoso, que envolve mais de 40 empresas, é um reflexo da fragilidade na fiscalização do setor de mineração em Minas Gerais. A operação Rejeito representa um esforço significativo das autoridades para combater a corrupção e proteger o meio ambiente.

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