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Trump ordena remoção de referências à escravidão em parques nacionais

Medida inclui a revisão de mais de 30 placas sobre discriminação racial em parques nacionais, segundo funcionários do Serviço Nacional de Parques

Cicatrizes nas costas de um homem escravizado que fugiu na Louisiana, em 1863 (Foto: Reprodução)
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  • O governo de Donald Trump ordenou a remoção de placas e exposições sobre escravidão em parques nacionais dos Estados Unidos.
  • A decisão inclui a famosa fotografia “The Scourged Back”, que mostra as cicatrizes de um homem escravizado.
  • A medida está alinhada a um decreto que busca eliminar informações consideradas “corrosivas” à narrativa histórica americana.
  • Funcionários do Serviço Nacional de Parques foram instruídos a revisar materiais que abordam temas como racismo e discriminação.
  • A porta-voz do Serviço Nacional de Parques afirmou que a revisão visa evitar a ênfase em aspectos negativos da história sem o devido contexto.

O governo de Donald Trump determinou a remoção de placas e exposições sobre escravidão em parques nacionais dos Estados Unidos, incluindo a famosa fotografia “The Scourged Back”, que retrata as cicatrizes de um homem escravizado. Essa decisão, conforme fontes anônimas, está alinhada a um decreto de março que busca eliminar informações consideradas “corrosivas” à narrativa histórica americana.

Funcionários do Serviço Nacional de Parques foram instruídos a revisar materiais que possam refletir ideologias que menosprezem figuras históricas. A medida abrange temas como racismo, sexismo e direitos LGBTQIA+. No Parque Histórico Nacional Harpers Ferry, por exemplo, mais de 30 placas que abordam discriminação racial foram sinalizadas como “fora de conformidade” com a nova política.

A fotografia “The Scourged Back”, tirada em 1863, é emblemática por ter impactado a opinião pública do Norte sobre a escravidão. A imagem, que mostra as cicatrizes de Peter Gordon, um homem que fugiu da escravidão, se tornou um símbolo na luta pela libertação dos negros. A decisão de removê-la foi criticada por especialistas, que afirmam que isso representa um aumento no controle federal sobre a educação e a história.

A porta-voz do Serviço Nacional de Parques, Rachel Pawlitz, afirmou que a revisão busca evitar que aspectos negativos da história sejam enfatizados sem o devido contexto. A iniciativa de Trump também inclui a Casa do Presidente, em Filadélfia, onde informações sobre os escravizados por George Washington estão sob revisão. Cindy MacLeod, ex-superintendente do parque, destacou que a remoção dessas informações mudaria a natureza do local, que busca contar a história completa da escravidão na América.

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