- As Forças Armadas da Venezuela iniciaram exercícios militares na ilha de La Orchila, mobilizando 2.500 soldados e equipamentos.
- A manobra, chamada “Caribe Soberano 200”, é uma resposta à presença militar dos Estados Unidos no Caribe, que inclui 12 navios de guerra e 22 aeronaves.
- O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, afirmou que as manobras visam fortalecer a defesa e proteger a soberania nacional.
- Durante os exercícios, serão utilizadas drones armados, artilharia antiaérea e técnicas de guerra eletrônica.
- As tensões aumentaram após os EUA atacarem embarcações venezuelanas e dobrarem a recompensa pela captura de Nicolás Maduro, de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões.
As Forças Armadas da Venezuela iniciaram nesta quarta-feira, 17, exercícios militares na ilha de La Orchila, mobilizando 2.500 soldados e diversos equipamentos. A manobra, chamada de “Caribe Soberano 200”, é uma resposta ao aumento da presença militar dos Estados Unidos na região do Caribe, que inclui 12 navios de guerra e 22 aeronaves.
O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, afirmou que as manobras visam fortalecer as capacidades defensivas do país e proteger a soberania nacional. Durante os exercícios, serão realizadas operações que envolvem drones armados, artilharia antiaérea e guerra eletrônica. Padrino caracterizou a presença militar dos EUA como uma “ameaça” e uma provocação à Venezuela e à América Latina.
As tensões entre os dois países aumentaram após o ex-presidente Donald Trump ordenar o envio de forças navais para o Caribe, alegando combate ao tráfico de drogas. Recentemente, os EUA realizaram ataques que resultaram na destruição de embarcações venezuelanas, levando a um aumento nas hostilidades. O governo americano também dobrou a recompensa pela captura de Nicolás Maduro, de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões, acusando-o de liderar um cartel de drogas.
Além dos exercícios, o governo venezuelano incentivou a formação de milícias armadas, atraindo milhões de cidadãos para se alistarem em apoio às forças de segurança. A situação reflete um cenário de crescente militarização e preparação para possíveis confrontos na região, com o governo em estado de alerta e mobilizando suas forças armadas em todo o território.
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