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Líder da Igreja da Unificação nega acusações de suborno à ex-primeira-dama da Coreia do Sul

Hak Ja Han nega subornos após interrogatório de dez horas, enquanto Kim Keon Hee e Kweon Seong-dong permanecem detidos por corrupção.

Viúva de 82 anos do fundador da igreja, Moon Sun-myung, é apoiada por assistentes enquanto caminha (Foto: Reprodução)
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  • A Igreja da Unificação, liderada por Hak Ja Han, enfrenta investigações por suborno envolvendo a ex-primeira-dama Kim Keon Hee e o legislador Kweon Seong-dong.
  • Kim e Kweon foram presos sob acusações de corrupção, enquanto Hak Ja Han negou as alegações após um interrogatório de quase dez horas.
  • Kim é suspeita de ter recebido presentes de luxo, incluindo bolsas da Chanel e um colar de diamantes, avaliados em 80 milhões de won (aproximadamente 57.900 dólares).
  • Um ex-oficial da igreja, já detido, teria oferecido os presentes em troca de favores comerciais. Kweon Seong-dong nega ter recebido 100 milhões de won em subornos.
  • A Igreja da Unificação criticou a solicitação de mandado de prisão contra Hak Ja Han, afirmando que ela tem colaborado com as investigações.

A Igreja da Unificação, sob a liderança de Hak Ja Han, enfrenta sérias acusações de suborno envolvendo a ex-primeira-dama Kim Keon Hee e o legislador Kweon Seong-dong. As investigações, que ocorrem em um clima político tenso na Coreia do Sul, resultaram na prisão de Kim e Kweon, ambos acusados de corrupção.

Hak Ja Han, de 82 anos e viúva do fundador da igreja, Sun Myung Moon, negou as alegações de suborno após um interrogatório de quase dez horas. A líder religiosa questionou a veracidade das acusações, afirmando: “Por que eu faria isso?”. Kim Keon Hee é suspeita de ter recebido presentes de luxo, incluindo duas bolsas da Chanel e um colar de diamantes, avaliados em 80 milhões de won (aproximadamente 57.900 dólares).

Detalhes das Acusações

As investigações revelam que um ex-oficial da Igreja da Unificação, já preso, teria oferecido os presentes a Kim em troca de favores comerciais, como a participação da igreja em um projeto no Camboja. Kweon Seong-dong, que também foi detido, é acusado de receber 100 milhões de won em subornos da igreja, mas nega as acusações.

A igreja criticou a solicitação de mandado de prisão contra Hak Ja Han, alegando que ela não representa risco de fuga ou destruição de provas. Em nota, a Unification Church destacou que a líder tem colaborado com as investigações, mesmo após ter passado por uma cirurgia cardíaca recente.

Contexto Político

Essas investigações fazem parte de um conjunto mais amplo de apurações sob o novo governo liberal de Seul, que também investiga a imposição de lei marcial pelo ex-presidente Yoon Suk Yeol e um suposto encobrimento de um incidente trágico envolvendo um marinheiro. A pressão sobre a Igreja da Unificação reflete um clima político marcado por acusações de corrupção envolvendo figuras proeminentes da política sul-coreana.

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